February 16, 2010 / 1:17 AM / in 7 years

Samba da Mocidade empolga Sapucaí na 2o noite de desfiles

4 Min, DE LEITURA

<p>Integrantes da Mocidade, escola de samba que abriu a 2a noite de desfiles na Marqu&ecirc;s de Sapuca&iacute;. 15/02/2010Sergio Moraes</p>

Por Hugo Bachega

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Um paraíso multicolorido tomou a Marquês de Sapucaí com a Mocidade Independente de Padre Miguel cantando os mistérios do Éden e os refúgios criados pelo homem, levantando as arquibancadas ao abrir a última noite de desfiles do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro, nesta segunda-feira.

O enredo do carnavalesco Cid Carvalho, "Do paraíso de Deus ao paraíso da loucura, cada um sabe o que procura", empolgou no começo graças ao samba animado cantado em coro pelo público, mas não foi capaz de mantar o ritmo até o final.

Um dos destaques do desfile foi a presença da cantora Elza Soares, 72 anos, à frente da bateria como madrinha. Caminhando com dificuldades após uma torção no tornozelo, Elza desfilou empurrada em um carrinho à frente dos ritmistas em seu retorno à Sapucaí.

"Eles pediram muito que eu viesse... Minha escola é a Mocidade", disse a cantora a jornalistas antes do desfile. "Eu chorei muito no ano passado. Este ano quero chorar de alegria".

O carnavalesco da escola se emocionou após o desfile da agremiação de Padre Miguel e elogiou a participação de Elza.

"A Elza é a Mocidade, ela faz parte da comunidade de Padre Miguel e aqui está em casa", disse Carvalho. "Para nós é um orgulho ter a Elza abrilhantando o desfile".

A expectativa da Mocidade é apagar o penúltimo lugar do último ano e recuperar um título que conquistou pela última vez em 1996. Para a cantora, a agremiação conseguirá ficar entre as seis primeiras colocadas que desfilam no sábado das campeãs.

"No sábado eu estou de volta", disse Elza, que deixou a Sapucaí caminhando aparada por integrantes da escola.

As coloridas alegorias apresentaram os paraísos da humanidade -- os celestiais e aqueles criados pelo homem.

Entre outros paraísos criados por Carvalho, estiveram os fiscais, que foram representados por animais da faúna brasileira, numa alusão às notas de real, e uma grande cachoeira, numa referência à lavagem de dinheiro.

O último carro fez uma homenagem aos principais carnavalescos que passaram pela escola -- Arlindo Rodrigues, Fernando Pinto e Renato Lage -- numa referência ao paraíso da própria folia carnavalesca.

Na última noite de desfiles do Grupo Especial carioca, se apresentam ainda Porto da Pedra ("Com que roupa eu vou, pro samba que você me convidou?"); Portela ("Derrubando fronteiras, conquistando liberdade: Rio de paz em estado de graça"); Grande Rio ("Das arquibancadas ao camarote número 1: um Grande Rio de emoção na apoteose do seu coração"), Vila Isabel ("Noel: a presença do poeta da Vila") e Mangueira ("Mangueira é música do Brasil").

Com reportagem de Maria Pia Palermo e Pedro Fonseca

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