February 16, 2010 / 6:50 AM / 7 years ago

Grande Rio revive história da Sapucaí sem voo de astronauta

4 Min, DE LEITURA

<p>Astronauta norte-americano, que n&atilde;o p&ocirc;de desfilar pela Grande Rio ap&oacute;s um problema t&eacute;cnico em seu equipamento, faz um voo de teste na Marqu&ecirc;s de Sapuca&iacute;. 16/02/2010Ricardo Moraes</p>

Por Pedro Fonseca

RIO (Reuters) - A Marquês de Sapucaí reviveu com emoção alguns dos melhores momentos de seus 25 anos durante a passagem da Grande Rio pela avenida na segunda noite de desfiles do Carnaval do Rio de Janeiro, mas o ponto alto guardado para fechar o desfile não decolou.

Um astronauta norte-americano equipado com um propulsor nas costas que decolaria sobre o Sambódromo algumas vezes para repetir o voo de 2001, idealizado por Joãosinho Trinta justamente para a Grande Rio, foi impedido de executar a apresentação devido um acidente durante um vôo de teste ainda na concentração da escola.

Um dos quatro cilindros de nitrogênio utilizados como combustível para o propulsor sofreu uma explosão parcial depois do vôo de teste e deixou ao menos três feridos, incluindo um assistente do astronauta. Por precaução, os bombeiros então vetaram a participação do astronauta no desfile.

"Foram três pessoas atingidas, uma por inalação do produto e duas que sofreram queimaduras leves. Eles foram atendidos e liberados", disse a jornalistas o comandante dos Bombeiros do Rio, coronel Pedro Machado, que não soube informar se o astronauta estaria entre os feridos.

O incidente, no entanto, não tirou o brilho do desfile da agremiação de Caxias, que emocionou o público ao lembrar grandes momentos e nomes inesquecíveis que marcaram a história da Sapucaí.

Num carro alegórico dedicado ao enredo "Ratos e Urubus" , da Beija-Flor de 1989, a escola teve como destaque o carnavalesco Joãosinho Trinta, o homem por trás de um dos desfiles mais surpreendentes do Carnaval do Rio.

O então inédito carro do "DNA", criado por Paulo Barros para a Unidos da Tijuca de 2004, também voltou à avenida, mas dessa vez sem as esculturas humanas em movimento que foram consideradas revolucionárias.

O intérprete Jamelão, um dos maiores expoentes da Mangueira, foi representando numa enorme escultura na alegoria chamada "Ao mestre com carinho", enquanto Zeca Pagodinho e outros sambistas tradicionais surgiram em diferentes momentos do desfile.

"Já estava na hora de relembrar esses momentos marcantes do nosso Carnaval e, sobretudo, reconhecer esses artistas que fizeram a história da Marquês de Sapucaí nesses 25 anos", disse após o desfile o carnavalesco da Grande Rio, Cahê Rodrigues.

Não foram só os artistas os homenageados. Profissionais dos bastidores dos desfiles, como os homens que empurram os carros alegóricos e os garis, também foram reverenciados.

O mais famoso dos garis do Rio, Renato "Sorriso", foi destaque de um dos carros da agremiação, enquanto a bateria comandada pelo mestre Ciça desfilou com uma fantasia representando o uniforme dos homens responsáveis por limpar a avenida. A rainha Paola Oliveira, também de laranja e preto, saiu como "musa dos garis".

"Eu sou só sorrisos", disse a musa, que evoluiu na passarela com coreografias sincronizadas com as paradinhas da bateria.

Antes do desfile, uma polêmica sobre suposto merchandising de uma marca de cerveja que patrocinou a escola movimentou os bastidores em relação a uma possível punição à Grande Rio, uma vez que a propaganda é proibida nos enredos. A questão foi resolvida sem prejuízo à apresentação da escola.

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