22 de Fevereiro de 2010 / às 16:49 / 8 anos atrás

Exposição coloca Monet frente a frente com arte abstrata

<p>A obra "Le bassin des nympheas" de Claude Monet no museu Thyssen-Borneminza em Madrid. A exposi&ccedil;&atilde;o tra&ccedil;a uma conex&atilde;o entre o c&eacute;lebre artista impressionista e a arte abstrata. 18/02/2010Andrea Comas</p>

Por Teresa Larraz

MADRI, 22 de fevereiro (Reuters Life!) - Traçar uma conexão entre um dos líderes do movimento impressionista, Claude Monet, e a arte abstrata é o objetivo principal de uma exposição que está sendo aberta na capital espanhola.

Mais de 100 obras que serão expostas a partir desta segunda-feira no museu Thyssen-Bornemisza, em Madri, tentarão destacar o vínculo entre Monet (Paris, 1840 - Giverny, 1926) e uma sequência de jovens artistas abstratos do pós-2a Guerra Mundial, como Jackson Pollock, Mark Rothko e Willem de Kooning.

"Nunca antes uma exposição pôs Monet frente a frente com seus sucessores e comparou sua imersão na mesma obra", disse o diretor de arte do museu, Guillermo Solana, afirmando que a exposição levou três anos para ser preparada.

Um dos fundadores do movimento impressionista, Monet deixou a vida agitada de Paris e se transferiu para a cidadezinha de Giverny, nos arredores da capital, onde criou seu mundo próprio e projetou seu próprio jardim, que passou a retratar em telas que ficaram famosas.

"Ele passou suas últimas décadas de vida criando seu estilo artístico próprio, muito distante do que estava sendo feito em Paris. É por isso que ele sempre foi visto como antiquado", disse a curadora da mostra, Paloma Alarco.

Mas a chegada da arte abstrata, depois da guerra, voltou a chamar a atenção pública para Monet, em quem os artistas abstratos enxergam algo além de seu uso das cores e suas técnicas e estilo únicos.

"Queremos mostrar o que eles enxergaram em Monet", disse Alarco.

O objetivo da exposição é também apresentar as obras de maneira inovadora, usando paredes de fundo de cores fortes, como faziam os pintores impressionistas, para ver como as cores funcionam em contraste e como o olhar reage a elas.

"É dever de um museu apresentar perguntas para reflexão do público, propondo às pessoas uma nova leitura de obras de arte clássicas", disse Alarco. "Espero que isso também facilite a visão da arte abstrata."

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