Museu croata recria visões, sons e odores da Idade da Pedra

segunda-feira, 1 de março de 2010 16:11 BRT
 

Por Zoran Radosavljevic

KRAPINA, Croácia (Reuters Life!) - A ciência forense e simulações computadorizadas são apenas duas das ferramentas de alta tecnologia empregadas por um novo museu na Croácia para explicar um ramo da árvore evolutiva.

O Museu Neandertal foi aberto na semana passada, erguido no local em que cientistas encontraram a maior concentração na Europa de restos de neandertais -- os ossos, crânios, ferramentas e outros resquícios de um ramo extinto da humanidade que habitou partes da Ásia e Europa até 30 mil anos atrás.

O conceito do museu -- que resume a evolução em um período de 24 horas, representado em um caminho que serpenteia pelos dois andares do prédio -- ressalta o fato de os primeiros parentes dos humanos terem surgido em um momento tardio dessas 24 horas: às 23h52.

Construído com a ajuda de museus de história natural norte-americanos e britânicos, o museu expõe muitos dos ossos e artefatos desenterrados no local no final do século 19.

"Naquela época, os cientistas procuravam o chamado elo perdido, metade homem, metade animal, e os neandertais eram retratados como selvagens peludos e de aparência bruta, que não sabiam andar eretos", disse o paleoantropólogo Jackov Radovic.

Mas as figuras de neandertais recriadas em tamanho natural pelo museu contam uma história diferente.

"Hoje vemos os neandertais como humanos. Eles tinham emoções, eles ajudavam os fracos e doentes, temos indicativos de que faziam rituais de sepultamento e determinamos que eles possuíam o gene da fala, como nós", disse Radovic.

Descobertas feitas em toda a Europa mostram que os neandertais faziam pinturas, provavelmente praticavam algum tipo de dança ou música tribal e até mesmo escovavam os dentes.   Continuação...

 
<p>R&eacute;plica de um cr&acirc;nio de neandertal &eacute; exposto no Museu Neandertal em Krapina, na Cro&aacute;cia. O museu foi aberto na semana passada, erguido no local em que cientistas encontraram a maior concentra&ccedil;&atilde;o na Europa de restos de neandertais. 25/02/2010 REUTERS/Nikola Solic</p>