March 4, 2010 / 1:09 PM / 7 years ago

Sargento diz que "Guerra ao Terror" roubou sua história

4 Min, DE LEITURA

<p>O sargento do Ex&eacute;rcito norte-americano Jeffrey S. Sarver, especialista em bombas, fala com a imprensa depois que seu advogado anunciou um processo multimilion&aacute;rio contra os produtores do filme "Guerra ao Terror", que teriam usado sua hist&oacute;ria indevidamente. 03/03/2010Rebecca Cook</p>

Por Bernie Woodall

SOUTHFIELD, Estados Unidos (Reuters) - Um sargento do Exército norte-americano que abriu processo contra os produtores do filme "Guerra ao Terror" disse na quarta-feira que se sentiu traído por ver sua história ser usada indevidamente.

Jeffrey S. Sarver, de 38 anos, disse em entrevista coletiva que teria ficado contente em servir como consultor do roteirista Mark Boal e da diretora Kathryn Bigelow, mas nunca foi chamado para isso.

"Eu me senti um pouco deixado de fora. Não conhecia meus direitos", afirmou.

Logo depois de Sarver iniciar a ação judicial, na terça-feira, a distribuidora do filme, a Summit Entertainment, divulgou nota reiterando que "Guerra ao Terror" faz um "relato ficcional" sobre o trabalho de um esquadrão antibombas na guerra do Iraque.

Como jornalista, Boal acompanhou a unidade de Sarver no Iraque e em 2005 escreveu um artigo para a revista Playboy, intitulado "O Homem no Traje Antibombas", que tinha Sarver como personagem principal.

Geoffrey Fieger, advogado de Sarver, disse que o protagonista do filme, Will James, é uma clara representação do seu cliente, inclusive no codinome "Blaster One" ("destruidor 1").

"Se alguém lhe disser que o sargento Sarver não é Will James, essa é uma declaração risível", disse Fieger.

"Guerra ao Terror", aclamado pela crítica, disputa nove Oscar no domingo, inclusive o de melhor filme.

Fieger não quis revelar qual indenização Sarver pleiteia. Ele disse que a Summit e os produtores do filme poderiam ter evitado o processo se identificassem o sargento com inspiração do enredo.

"É uma prática comum. Agora, sendo apanhados, vemos esse tipo de coisas que esses produtores de cinema estão dispostos a fazer para não terem de pagar por seus erros."

Fieger disse que durante meses manteve contato com a Summit e com o produtor Nicholas Chartier. O advogado entregou a jornalistas cópia de um email do final de dezembro, atribuído a Chartier, no qual ele afirma nunca ter ouvido falar de Sarver.

"Todo mundo fala que é um dos melhores filmes do ano, será que ele não gostou da pipoca quando assistiu ao filme?," teria escrito o produtor. "Nunca fiz qualquer ação flagrantemente injusta contra ele. Nunca ouvi falar dele... Será que eu roubei a namorada dele? Nunca ouvi falar dele."

Chartier também foi o autor de emails a membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, pedindo votos para "Guerra ao Terror" no Oscar. Por causa disso, ele foi banido da cerimônia de domingo.

Boal disse na terça-feira ao jornal Los Angeles Times que conversou com mais de cem soldados durante a pesquisa. "Misturei tudo o que aprendi de modo a que fosse autentico, mas que também fizesse uma história dramática", disse.

Para Fieger, o argumento do roteirista "é absurdo, já que a única pessoa com quem basicamente ele esteve foi o sargento Sarver - ponto."

Sarver, radicado no Tennessee, está no Exército há 18 anos.

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