Fugir para o cinema? 2 em cada 5 pessoas o fazem, diz pesquisa

sexta-feira, 5 de março de 2010 17:22 BRT
 

NOVA YORK, 5 de março (Reuters Life!) - Assistir a um filme é sua maneira de fugir do tédio do dia a dia? Você não é o único a pensar assim: uma pesquisa Reuters/Ipsos constatou que mais de duas em cada cinco pessoas no mundo vão ao cinema com frequência para escapar da realidade, nem que seja apenas por algumas horas.

A pesquisa feita com mais de 24 mil adultos em 23 países foi divulgada no momento em que a indústria mundial do cinema se prepara para homenagear seus maiores talentos, na 82a edição anual da cerimônia de entrega dos Oscar, no domingo.

Ela revelou que, dos 42 por cento das pessoas que tendem a ir ao cinema com a maior frequência possível para escapar da realidade, a maioria é da Turquia (67 por cento), Índia (61 por cento), Coreia do Sul (54 por cento) e Austrália (52 por cento).

"Os filmes são os livros de celulóide de hoje", disse John Wright, vice-presidente sênior da empresa de pesquisas de mercado Ipsos.

"O que uma geração fazia quando lia um romance empolgante ou romântico para escapar da realidade ou sonhar, hoje é fabricado semanalmente para a geração mais jovem, cujos integrantes são os maiores frequentadores dos cinemas", disse ele em comunicado.

Mas nem todas as pessoas acreditam no poder escapista dos filmes. A pesquisa mostrou que a maioria - 58 por cento dos entrevistados - não vê o cinema como maneira de fugir do mundo real e não faz questão de assistir ao maior número possível de filmes.

Os países cujos habitantes mais tendem a pensar assim são a Hungria (76 por cento), Holanda (74 por cento), México (74 por cento), Suécia (71 por cento) e Alemanha (70 por cento).

Mas existe surpreendentemente pouca diferença entre homens e mulheres, ou entre pessoas de diferentes faixas de renda. Contudo, os entrevistados com menos de 35 anos mostraram mais tendência a escapar da realidade através de filmes (49 por cento), comparados às pessoas mais velhas, de entre 35 e 54 anos (36 por cento).

Wright disse que isso pode ser explicado pela adesão da geração mais jovem à tecnologia.   Continuação...