11 de Março de 2010 / às 00:15 / 8 anos atrás

Filme de Matt Damon pode levar guerra do Iraque a grande público

<p>Ator Matt Damon posa durante divulga&ccedil;&atilde;o de "Green Zone" em Berlim. O filme, dirigido por Greengrass, ambiciona ser a primeira grande produ&ccedil;&atilde;o sobre a guerra do Iraque a chegar ao grande p&uacute;blico dos EUA. 03/03/2010 REUTERS/Tobias Schwarz</p>

Por Christine Kearney

NOVA YORK (Reuters) - Matt Damon e Paul Greengrass fizeram mágica nas bilheterias com seus filmes de espionagem “Bourne”, mas vão arriscar sua fama de criadores de sucessos certeiros quando o thriller “Zona Verde”, sobre a guerra do Iraque, chegar aos cinemas norte-americanos, na sexta-feira.

O filme de ação, em que Matt Damon novamente é dirigido por Greengrass, ambiciona ser a primeira grande produção sobre a guerra do Iraque, ainda em curso, a chegar ao grande público dos EUA.

Animado pelo sucesso de “Guerra ao Terror”, produção de baixo orçamento que no domingo recebeu o Oscar de melhor filme, “Zona Verde” está apostando no interesse do público em assistir a um relato sobre alguns dos fracassos da inteligência norte-americana relacionados à invasão do Iraque, em 2003.

“Fizemos uma tentativa genuína de criar um thriller de ação para o grande público, ambientado no mundo real do Iraque. É isso que diferencia ‘Zona Verde’ -- é uma grande produção”, disse Damon à Reuters.

Mas será que o filme se sairá bem nas bilheterias? “A verdade é que não sei, porque é o primeiro desse tipo.”

Com a ajuda de um orçamento de 100 milhões de dólares, Damon representa um personagem inspirado num oficial do Exército norte-americano na vida real, Richard Gonzalez, cuja Equipe de Exploração Móvel foi encarregada de procurar armas de destruição em massa (AMDs) durante a invasão.

O filme é inspirado no livro de não ficção “A Vida Imperial na Cidade Esmeralda”, do repórter Rajiv Chandrasekaran, um relato sobre os indicados pela administração Bush para administrar o Iraque após a invasão.

Enquanto cineastas independentes não conseguiram obter grandes retornos de bilheteria com “No Vale das Sombras”, “Stop-Loss - A Lei da Guerra” e “Entre Irmãos”, sendo que “Guerra ao Terror” rendeu apenas 21 milhões de dólares nos EUA, Greengrass, ex-jornalista, disse que acredita que o público se encontra num momento de virada, agora que as tropas dos EUA se preparam para deixar o Iraque.

Para o diretor, as atitudes norte-americanas em relação à guerra do Iraque hoje são semelhantes às reações à guerra do Vietnã em 1978, três anos após a queda de Saigon, quando filmes como “Amargo Regresso” e “O Franco-Atirador” ganharam a adesão das plateias.

“Chega um momento em que a experiência (da guerra) começa a penetrar na cultura popular. Quando as pessoas se sentem preparadas para ir ao cinema e sentir a experiência destilada e representada para elas”, disse Greengrass.

O diretor acrescentou que a atenção e aclamação crítica dadas a “Guerra ao Terror” são bons indícios para “Zona Verde”, já que os dois filmes são thrillers.

Usando padrões comerciais da indústria do cinema, “Zona Verde” provavelmente precisará vender entre 250 milhões e 300 milhões de dólares em ingressos para poder apresentar lucros. “A Supremacia Bourne” rendeu 288 milhões de dólares em todo o mundo, e, mais tarde “O Ultimato Bourne” arrecadou 443 milhões.

Greengrass previu que “Zona Verde” poderá até abrir caminho para mais filmes de ação sobre o Iraque no futuro. “Não é tanto que o filme vá abrir uma porta”, disse ele, “mas acho que vai conservar aberta uma porta que precisa ficar aberta”.

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