Resultado de investigação sobre Caravaggio deve sair em maio

quarta-feira, 17 de março de 2010 12:11 BRT
 

MILÃO (Reuters Life!) - Antropólogos italianos esperam ter em maio os resultados definitivos da pesquisa que estão fazendo sobre a morte do artista barroco Caravaggio, possivelmente solucionando um mistério que já dura séculos.

O Comitê Nacional do Patrimônio Cultural italiano vem trabalhando desde o ano passado para descobrir as causas da morte do pintor, em 1610, e localizar seus restos mortais.

Trabalhando com especialistas de diferentes universidades, o grupo já localizou nove ossadas que podem corresponder à de Michelangelo Merisi, conhecido como Caravaggio.

Testes realizados na semana passada com o solo nos quais as ossadas foram encontradas podem levá-los para mais perto de uma resposta.

"Se tudo sair a contento, esperamos ter a resposta definitiva em maio", disse Silvano Vinceti, diretor do comitê. "Estou otimista. Esta é a última ocasião. Se não conseguirmos, com todo o trabalho e as pesquisas que fizemos, ninguém conseguirá."

Na semana passada Vinceti viajou à cidade de Caravaggio, no norte da Itália, onde Merisi passou sua infância e adolescência, para fazer exames de DNA de seis possíveis descendentes do artista. Os resultados serão comparados com os das ossadas.

"O trabalho que temos pela frente agora é a parte mais complexa do processo", disse Vinceti.

Caravaggio foi o pioneiro da técnica de pintura barroca conhecida como chiaroscuro, que contrasta a luz e a escuridão. As únicas imagens do artista das quais se tem conhecimento até agora são autorretratos.

Caravaggio era conhecido por sua vida desregrada, e conta a lenda que ele morreu quando estava a caminho de Roma para pedir perdão por ter matado um homem em uma briga.   Continuação...

 
<p>Francesco Merisi (dir.), poss&iacute;vel descendente do artista Michelangelo Merisi (Caravaggio), realiza teste de DNA com dra. Elisabetta Cilli. Antrop&oacute;logos italianos aguardam resultados da pesquisa sobre a morte do artista barroco. 08/03/2010 REUTERS/Alessandro Garofalo</p>