Momento "aha" de Matisse é tema de exposição em museu nos EUA

terça-feira, 23 de março de 2010 18:31 BRT
 

Por Andrew Stern

CHICAGO (Reuters) - Sua carreira artística abrangeu seis décadas, mas os curadores da exposição "Henri Matisse: Invenção Radical" optaram por concentrar-se nos anos entre 1913 e 1917, quando o pintor criou o que ele próprio descreveu como seus "quadros mais importantes."

"É um momento surpreendente quando Matisse, o mestre da cor, modera a cor e presta atenção às formas," disse Stephanie D'Alessandro, curadora do Instituto de Arte de Chicago.

"Invenção Radical" será mostrado em apenas dois lugares: até 20 de junho no Instituto de Arte de Chicago e de 18 de julho a 11 de outubro no Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova York.

A exposição é menor que outras grandes mostras do passado recente. Mas seus 117 desenhos, pinturas, gravuras e esculturas tirados de museus e coleções particulares em todo o planeta emocionaram os primeiros visitantes em Chicago.

A maior atração é a tela monumental "Banhistas na margem de um Rio," do próprio Instituto de Arte de Chicago, que Matisse afirmou uma vez ser sua tela mais importante e que ele aperfeiçoou várias vezes.

Nos últimos quatro anos, os curadores usaram raios-X e outras técnicas para examinar a pintura subjacente da tela, vendo como ela evoluiu de uma cena naturalista para uma obra cubista que lembra mais "Les Demoiselles d'Avignon" (1907), de Picasso, com menos influência de Cezanne, que Matisse tanto admirava.

Para o curador do MoMA, John Elderfield, Matisse era "um artista polêmico e plenamente estabelecido" em 1913, quando começou a pintar "Banhistas."

Até então, Matisse era conhecido pelas cores explosivas que empregara como artista fauvista, fase que antecedeu suas epifanias com a abstração cubista.   Continuação...

 
<p>"Banhistas na margem de um Rio", de Matisse, &eacute; uma das obras expostas em museu nos EUA. REUTERS/The Art Institute of Chicago/Handout</p>