Médico de Michael Jackson pode perder registro profissional

quarta-feira, 24 de março de 2010 09:55 BRT
 

Por Dan Whitcomb

LOS ANGELES (Reuters) - O secretário de Justiça da Califórnia pediu na terça-feira à Justiça que proíba o médico Conrad Murray de clinicar enquanto ele permanecer como suspeito de envolvimento na morte do cantor Michael Jackson.

O secretário Jerry Brown apresentou o pedido à Corte Superior de Los Angeles, em nome do Conselho Médico da Califórnia, propondo a cassação provisória do registro profissional de Murray como condição para que ele possa responder sob fiança ao processo em que é acusado de homicídio culposo (sem intenção).

Jackson morreu em 25 de junho, aos 50 anos, vítima de uma overdose de medicamentos. A polícia diz que Murray, médico particular do cantor, admitiu ter administrado uma grande dose do anestésico propofol para ajudar o artista a dormir.

"O réu teria administrado uma dose letal de propofol e outras drogas poderosas ao paciente M.J., o que resultou na morte do paciente", disse Brown na petição de 12 páginas.

"O exercício de tal julgamento profissional e colocar a vida de um paciente em risco exige que o Conselho (Médico da Califórnia) tome medidas para proteger o público de futuros danos."

À Justiça, o cardiologista se declarou inocente. Ele está livre graças a uma fiança de 75 mil dólares, mas pode ser condenado a quatro anos de prisão.

A autopsia no corpo de Jackson, que na época da morte ensaiava para uma temporada de shows com a qual retomaria sua carreira, encontrou analgésicos, sedativos e um estimulante no organismo dele.

Murray e seus advogados insistem que ele não fez nada de errado. Murray afirmou à polícia que não foi o primeiro médico a dar propofol para ajudar Jackson a dormir.   Continuação...

 
<p>Conrad Murray, &uacute;ltimo m&eacute;dico de Michael Jackson, em tribunal de Los Angeles. O secret&aacute;rio de Justi&ccedil;a da Calif&oacute;rnia pediu na ter&ccedil;a-feira &agrave; Justi&ccedil;a que pro&iacute;ba o m&eacute;dico de clinicar enquanto permanecer como suspeito de envolvimento na morte do cantor. 08/02/2010 REUTERS/Mark Boster/Pool</p>