Ballet Black, de Londres, quer levar sucessos ao exterior

segunda-feira, 29 de março de 2010 16:34 BRT
 

Por Ikuko Kurahone

LONDRES (Reuters) - Depois de anos de apresentações lotadas e coreografias inovadoras, o grupo britânico Ballet Black está considerando a possibilidade de estrear nos palcos internacionais.

Fundado por Cassa Pancho em 2001, depois de ela ter se graduado pela Academia Real de Dança, de Londres, o Ballet Black surgiu da dificuldade de Pancho para encontrar bailarinos negros para entrevistar para sua dissertação.

Agora, com seis bailarinos de ascendência negra ou asiática com formação em balé clássico, as apresentações do Ballet Black tornaram-se disputadas em Londres e o primeiro bailarino Raymond Chai acha que é hora de debutar nos palcos internacionais.

"Acho que o Ballet Black já se experimentou. Em geral esgotamos onde quer que apresentemos e amaríamos fazer turnês internacionais", disse ele à Reuters.

Ele disse que um dos objetivos da fundadora do Ballet Black -- cujos pais eram britânicos e trinitinos -- era inspirar jovens dançarinos negros ou asiáticos a acreditar que eles podiam ser bailarinos clássicos.

"Isso é um conceito errado muito antigo, de que os dançarinos negros não podem fazer balé ou não têm corpo para o balé. O Ballet Black provou que isso está errado", afirmou Chai.

O caminho nem sempre foi fácil e a companhia ainda enfrenta dificuldades de financiamento, apesar da popularidade. No começo, eles receberam ajuda de Deborah Bull, então diretora de criação do braço contemporâneo do Royal Opera, o ROH2, que viu o potencial do Ballet Black.

Agora, Bull é diretora de criança da Royal Opera House.

O Ballet Black não é grande o suficiente para apresentar peças clássicas como "O Lago do Cisne". Mas Chai, que tem ascendência malaia e chinesa, disse que a energia e o frescor da coreografia do grupo atrai um público sofisticado de Londres.