Pai de Michael Jackson move ação civil pela morte do filho

terça-feira, 30 de março de 2010 18:49 BRT
 

Por Bob Tourtellotte

LOS ANGELES (Reuters) - Um advogado do pai de Michael Jackson disse na terça-feira que ele pretende abrir dentro de 90 dias um processo judicial contra o médico que atendeu o cantor na época da sua morte.

Brian Oxman, que representa Joe Jackson, disse que a dose do anestésico propofol administrada pelo médico Conrad Murray ao cantor, o que provocou sua morte em 25 de junho de 2009, "foi negligente, e equivale a homicídio em segundo grau (culposo)".

"A contínua administração de drogas ao longo de seis semanas - ele (Murray) lhe dava propofol todas as noites - é uma roleta russa, é carregar seis balas em um revólver com só seis lugares", disse Oxman à Reuters.

Promotores já denunciaram Murray por homicídio culposo pela morte de Jackson, que morreu aos 50 anos enquanto ensaiava para uma série de shows em Londres. Murray havia sido contratado para acompanhar seus preparativos.

O processo que Joe Jackson pretende abrir transcorreria na Justiça civil, o que pode ocorrer paralelamente ao processo criminal. O primeiro pleiteia indenizações, e o segundo pode levar a penas de prisão.

Legistas consideraram que Jackson morreu por "intoxicação aguda por propofol", num nível que em geral só seria usado em cirurgias complicadas.

O cantor tomava o anestésico porque sofria de insônia, e Murray admitiu que lhe administrou a droga no dia da sua morte, mas disse que não fez nada errado e se declarou inocente da acusação de homicídio culposo (sem intenção de matar).

Pela lei da Califórnia, onde Jackson morreu, a ação civil tem de ser aberta até um ano depois da morte da pessoa, mas o acusado tem de ser informado 90 dias antes da abertura do processo. O prazo processual está, portanto, no limite.   Continuação...

 
<p>Foto de Michael Jackson durante visita a T&oacute;quio, em 2007. Pai do cantor disse que mover&aacute; processo pela morte do filho. REUTERS/Kiyoshi Ota/Files</p>