31 de Março de 2010 / às 15:41 / 7 anos atrás

Sam Mendes toma Ásia de assalto com "Tempestade", de Shakespeare

Por Alex Richardson

CINGAPURA, 31 de março (Reuters Life!) - O diretor premiado com o Oscar Sam Mendes está tomando a Ásia de assalto com uma produção de "A Tempestade", de Shakespeare, no segundo ano de um esforço ambicioso para levar peças clássicas com elencos de primeira linha para um público global.

O espetáculo é uma produção do Bridge Project, uma colaboração transatlântica de três anos entre Sam Mendes, a Academia Brooklyn de Música, de Nova York, e o teatro Old Vic, de Londres, cujo diretor artístico é o ator Kevin Spacey.

"No começo, pensei que o principal era unir atores britânicos e americanos, mas não é isso", disse Christian Camargo, que representa o espírito Ariel em "A Tempestade", depois de atuar no premiado com o Oscar "Guerra ao Terror".

"O objetivo é levar o Bridge às diferentes cidades nas quais estamos nos apresentando."

"A Tempestade" teve uma temporada com lotações esgotadas em Nova York e estreou na Ásia no Festival de Artes de Hong Kong, na semana passada, antes de ir para Cingapura. A peça também será apresentada em seis cidades da Europa.

A atriz britânica Juliet Rylance, que faz o papel de Miranda na peça e é mulher de Camargo na vida real, disse que as culturas diferentes das diversas cidades em que estão apresentando a peça faz de cada escala da turnê uma experiência nova.

"A Tempestade" ficará no teatro Esplanade, em Cingapura, entre 2 e 10 de abril. No ano passado o Bridge Project fez sua primeira incursão na Ásia, com apresentações criticamente aclamadas de "Conto do Inverno".

Nick Schwartz-Hall, produtor da Academia Brooklyn de Música, disse que o sucesso de "Conto do Inverno", estrelado por Ethan Hawke, comprovou que existe um público para produções shakespeareanas de alto nível na Ásia.

"A Tempestade" gira em torno do personagem Próspero, um duque exilado que vira feiticeiro e que é representado na produção de Sam Mendes pelo conhecido ator teatral britânico Stephen Dillane. Vista como a última peça escrita por Shakespeare, ela mistura romance com política fraterna e o sobrenatural.

Gaurav Kripalani, diretor artístico do Teatro de Repertório de Cingapura, disse que espera que a promoção de eventos de alto nível como esse coloquem Cingapura - que está tentando reinventar-se como destino turístico - no mapa, como centro de artes.

"Acho que Cingapura está perfeitamente posicionada para ser uma porta de entrada das artes na Ásia", disse ele.

"Eu adoraria que pessoas que estão em trânsito por Cingapura dissessem 'vou passar uma noite a mais aqui porque quero ver o que está passando no teatro'. É essa nossa meta de longo prazo."

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