Avenida que é ponto de referência em Madri completa 100 anos

segunda-feira, 5 de abril de 2010 11:04 BRT
 

Por Inmaculada Sanz

MADRI, 5 de abril, 09h52 (Reuters Life!) - O bulevar Gran Via, um dos marcos de Madri, celebrou seu centenário na segunda-feira, depois de passar por um século turbulento no qual foi palco de uma guerra civil e uma ditadura.

Milhões de madrilenhos e turistas passeiam pela Gran Via todos os anos, seguindo os rastros de Orson Welles, Gary Cooper e Ava Gardner, cujas fotos estão expostas no bar Museo del Chicote, a poucas quadras dos cinemas em que seus filmes fizeram suas estreias.

Centenas de pessoas se reuniram na Gran Via para assistir ao rei Juan Carlos inaugurando uma maquete da avenida no mesmo local onde seu avô, Alfonso 13o, deitou a pedra fundamental da Gran Via, cem anos atrás.

"Tudo em Madri aconteceu neste lugar. Se alguma coisa não aconteceu aqui, então ouso dizer que é porque essa coisa ainda não se fixou em Madri", disse o prefeito Alberto Ruiz-Gallardon ao jornal El Mundo.

O rei andou pela Gran Via até uma livraria em frente ao prédio da Telefonica, de onde Ernest Hemingway enviou reportagens durante a Guerra Civil de 1936-39, enquanto Madri era bombardeada pelas tropas do então futuro ditador Francisco Franco.

O edifício de 89 metros de altura foi o primeiro arranha-céus de Madri e simbolizava os planos para que a Gran Via tivesse papel semelhante ao da Quinta Avenida de Nova York ou da avenida Champs Élysées, em Paris.

A Gran Via ainda é um barômetro das transformações econômicas, políticas e culturais na Espanha. Hoje os grandes cinemas estão em declínio, mas os turistas lotam as butiques de grife, os cafés e os teatros nos quais são encenados musicais.

 
<p>Prefeito de Madri, Alberto Ruiz-Gallardon, o Rei Juan Carlos, a Rainha Sofia e o ministro de Obras P&uacute;blicas Jose Blanco (esq-dir) participam de cerim&ocirc;nia do 100o anivers&aacute;rio de Madri. 05/04/2010 REUTERS/Susana Vera</p>