Plácido Domingo fala de medo do câncer antes de volta aos palcos

segunda-feira, 12 de abril de 2010 13:15 BRT
 

MILÃO, 12 de abril, 11h49 (Reuters) - Plácido Domingo admitiu que sentiu medo quando descobriu que tinha câncer de cólon e disse que está felicíssimo por poder voltar a cantar em público no teatro La Scala de Milão, uma das salas de ópera mais desafiadoras do mundo.

"A alegria de retornar a Milão é imensa, especialmente por poder continuar minha carreira, após algum medo", disse o tenor de 69 anos na segunda-feira, antes de estrear sua temporada no La Scala em 16 de abril.

Domingo vai cantar o papel barítono de Simon Boccanegra na ópera desse título de Giuseppe Verdi, na Scala, cujo público é conhecido por expressar vocalmente sua apreciação - ou rejeição - de cantores.

Os preços dos ingressos variam entre 12 e 187 euros, e os fãs da ópera milaneses já compraram a maioria dos lugares disponíveis (www.teatroallascala.org).

Único cantor remanescente do famoso trio "Os Três Tenores", depois de Luciano Pavarotti ter morrido de câncer em 2007 e José Carreras ter anunciado sua aposentadoria no ano passado, Plácido Domingo foi submetido a cirurgia em Nova York no mês passado para a retirada de um pólipo maligno de seu cólon.

"Ouvir a palavra 'tumor' é uma coisa que assusta", disse ele a jornalistas, trajando um blazer azul que parecia grande demais para ele.

O tenor aconselhou outras pessoas a não demorarem tanto quanto ele a fazer exames preventivos de câncer, para evitar problemas semelhantes.

"Estou recomendando a todos que façam os exames. Isso só leva meia hora ou 40 minutos", disse ele.

Com relação a sua voz, Domingo disse que continua a ser tenor.   Continuação...

 
<p>Pl&aacute;cido Domingo se apresenta em concerto em frente ao Monumento da Independ&ecirc;ncia na Cidade do M&eacute;xico. O tenor admitiu que sentiu medo quando descobriu que tinha c&acirc;ncer de c&oacute;lon e disse que est&aacute; felic&iacute;ssimo por poder voltar a cantar em p&uacute;blico no teatro La Scala de Mil&atilde;o. 19/12/2009 REUTERS/Eliana Aponte</p>