April 29, 2010 / 3:46 PM / 7 years ago

Manuscrito de "A Day in the Life", de John Lennon, vai a leilão

4 Min, DE LEITURA

<p>A letra de "A Day in the Life" escrita &agrave; m&atilde;o por John Lennon. O manuscrito da m&uacute;sica, considerada uma das maiores can&ccedil;&otilde;es dos Beatles e &uacute;ltima faixa do &aacute;lbum "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", ser&aacute; posta em leil&atilde;o em Nova York em junho. 29/04/2010.Sotheby's/Divulga&ccedil;&atilde;o</p>

Por Mike Collett-White

LONDRES (Reuters) - A letra, escrita à mão por John Lennon, de "A Day in the Life," considerada uma das maiores canções dos Beatles e última faixa do álbum "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", será posta em leilão em Nova York em junho.

A casa de leilões Sotheby's descreveu "A Day in the Life" como "a canção revolucionária que marcou a transformação dos Beatles de ícones pop em artistas" e prevê que o manuscrito seja arrematado em 18 de junho por entre 500 mil e 700 mil dólares.

O manuscrito, uma folha única de papel, traz um rascunho da letra, com partes riscadas e um erro de ortografia no qual "film" está escrito "flim".

No verso da folha há uma versão mais arrumada da letra escrita em letra maiúscula e com menos correções.

O verso "I'd love to turn you on" parece ter sido acrescentado mais tarde. Foi devido a esse verso que a canção foi proibida pela BBC quando primeiro foi lançada, em 1967, porque as palavras foram interpretadas como referência ao consumo de drogas.

Mas a proibição não impediu o álbum que continha a canção de tornar-se um dos maiores sucessos dos Beatles.

"Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" liderou as paradas britânicas e americanas, recebeu quatro prêmios Grammy em 1968 e figura na 26a posição da lista compilada pela revista Rolling Stones das 500 maiores canções de todos os tempos.

O manuscrito com a letra pertenceu no passado a Mal Evans, o agente que cuidava das turnês dos Beatles.

Manchetes De Jornais

O manuscrito da letra oferece um vislumbre dos métodos de trabalho da banda, trazendo anotações de Lennon sobre onde Paul McCartney deveria inserir o verso mais animados. As palavras de Lennon parecem ter sido inspiradas por artigos e manchetes de jornais.

A canção inclui as palavras "He blew his mind out in a car/He didn't notice that the lights had changed" (ele explodiu a cabeça em um carro / não percebeu que o farol tinha fechado), vistas geralmente como referência à morte de Tara Browne, amigo de Lennon e McCartney, em um acidente de carro.

Em tom menos grave, o verso final sobre "four thousand holes in Blackburn Lancashire" (4 mil buracos em Blackburn, Lancashire) foi tirado de um artigo sobre o grande número de buracos nas ruas.

A contribuição de McCartney, uma parte no meio da canção que fala de alguém que cai da cama e corre para pegar o ônibus, não aparece no manuscrito que será posto à venda.

Philip Norman, biógrafo dos Beatles e autor de "John Lennon: The Life", disse: "Com a frase melancólica 'I'd love to turn you', a canção foi amplamente interpretada como hino em defesa do consumo de drogas."

"Na realidade, é um grito de desespero de John, que na época se sentia preso na imagem coletiva sorridente dos Beatles e em seu primeiro casamento atrofiado, mas ainda não tinha a determinação necessária para romper com a banda, juntar-se a Yoko Ono e tornar-se o artista 'verdadeiro' que sempre ansiara por ser."

De acordo com a Sotheby's, o preço recorde pago até hoje por um manuscrito de letra dos Beatles em leilão é 1 milhão de dólares, pagos em 2005 pelo manuscrito de "All You Need Is Love".

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