Advogados de Polanski abrem nova frente contra extradição

quinta-feira, 29 de abril de 2010 20:28 BRT
 

LOS ANGELES (Reuters) - Os advogados de Roman Polanski abriram na quinta-feira uma nova frente contra a possibilidade de ele ser extraditado para os Estados Unidos, pedindo a um juiz que libere documentos que segundo eles ajudarão as autoridades suíças a decidirem o destino do premiado cineasta.

Polanski, de 76 anos, está sob prisão domiciliar na Suíça por causa do pedido de extradição para que seja sentenciado nos EUA por um crime sexual ocorrido em 1977. Na semana passada, um juiz da Califórnia rejeitou um pedido para que ele fosse sentenciado à revelia. Aparentemente, era o último estágio que as autoridades suíças aguardavam antes de se pronunciar sobre a extradição.

Mas o pedido feito na quinta-feira alega que as autoridades não têm todas as informações necessárias para tomar uma decisão correta, porque faltam as transcrições de importantes depoimentos de um ex-promotor no caso.

Essas transcrições "provarão de forma conclusiva que o pedido de extradição feito pelos Estados Unidos ao governo suíço se baseia em declarações falsas e materialmente incompletas", escreveu o advogado Chad Hummel ao tribunal.

O texto dos depoimentos está lacrado, e os advogados pleiteiam acesso e direito de entregá-los ao governo suíço.

Em 1977, Polanski se declarou culpado de ter feito sexo com uma menina de 13 anos na casa do ator Jack Nicholson em Los Angeles. Havia um acordo com a Justiça para que ele não fosse condenado a mais tempo do que já havia passado na prisão. No entanto, em 1978, temendo que o acordo fosse desrespeitado, Polanski fugiu e nunca mais voltou aos EUA.

Em setembro do ano passado, Polanski foi preso na Suíça a pedido das autoridades dos EUA. Depois, foi colocado sob prisão domiciliar no seu chalé alpino, enquanto aguarda a decisão do governo.

Há suspeitas de irregularidades na atuação do juiz do caso nos anos 70, que já morreu, mas as autoridades da Califórnia dizem que isso não isenta Polanski de receber a sentença. A vítima do caso também já pediu o arquivamento do processo, o que foi rejeitado.

 
<p>Diretor Roman Polanski em vel&oacute;rio do diretor, produtor e ator franc&ecirc;s Claude Berri em Baneux, pr&oacute;ximo a paris. Os advogados de Polanski abriram na quinta-feira uma nova frente contra a possibilidade de ele ser extraditado para os Estados Unidos, pedindo a um juiz que libere documentos que segundo eles ajudar&atilde;o as autoridades su&iacute;&ccedil;as a decidirem o destino do premiado cineasta. 15/01/2009 REUTERS/Charles Platiau</p>