10 de Maio de 2010 / às 16:32 / em 7 anos

Simon Fuller, criador do "American Idol," atinge marco no iTunes

<p>Foto arqvuio do produtor-executivo e criador de programas de televis&atilde;o Simon Fuller na etapa final do "American Idol" em Hollywood, e 2004. O criador do programa "American Idol," atingiu um marco musical digital na segunda-feira e disse que procura a pr&oacute;xima grande novidade no entretenimento global na Internet e outras plataformas digitais. 26/05/2004Lucy Nicholson LN</p>

Por Jill Serjeant

LOS ANGELES (Reuters) - Simon Fuller, o criador do programa "American Idol," atingiu um marco musical digital na segunda-feira e disse que procura a próxima grande novidade no entretenimento global na Internet e outras plataformas digitais.

Em um momento de crise na indústria da música gravada, o catálogo de cantores de Fuller -- que inclui as vencedoras do "Idol" Kelly Clarkson e Carrie Underwood, a cantora britânica Annie Lennox e a banda Spice Girls -- já vendeu 160 milhões de canções no iTunes, informou sua empresa de gerenciamento de artistas 19 Entertainment.

Fred Bronson, da Billboard, qualificou de "histórico" o marco de 160 milhões de canções vendidas por Fuller no iTunes, em uma década marcada pela queda das vendas de álbuns físicos e a ascensão das vendas digitais, mais baratas.

"Fuller é sem dúvida o maior administrador da era digital", disse Bronson.

O empreendedor britânico formou uma parceria de "American Idol" com iTunes quando a loja de música da Apple foi lançada, em 2003, compreendendo seu potencial de capitalizar sobre o sucesso do concurso de cantores na TV e sobre as dezenas de milhões de fãs que acompanham o programa semanalmente.

"Senti que existia uma sinergia real entre o que eu faço, que é lançar novos artistas e programas de TV, e o que a iTunes faz, que é vender música de maneira imediata e interativa", disse Fuller à Reuters em uma entrevista rara.

De acordo com o grupo IFPI, representativo da indústria gravadora mundial, as vendas físicas de música tiveram queda global de 12,7 por cento em 2009, enquanto as vendas digitais subiram 9,2 por cento, para 4,3 bilhões de dólares -- mais de 10 vezes o valor do mercado musical digital em 2004.

PENSANDO GLOBALMENTE

Fuller, que completa 50 anos em junho, disse que a velocidade das transformações provocou choque na indústria musical, mas expressou esperanças para o futuro.

"O futuro vai girar em torno da convivência entre os mundos digital e físico", disse ele à Reuters.

"Acho que a música ficará muito bem no longo prazo. Mas no curto prazo, como estamos vendo, tudo é caos e anarquia. Precisamos reinventar aquela interação entre o consumidor e o conteúdo que criamos, na música, na televisão e no cinema."

Lucian Grainge, presidente do Universal Music Group International, disse que a distribuição digital se enquadra bem com a estratégia de entretenimento global de Fuller.

"As plataformas digitais atuais para a venda de música e para chegar aos consumidores em todo o mundo significam simplesmente que o mundo pertence a gente como Simon", disse Grainge à Reuters.

Steve Knopper, autor do livro de 2009 "Appetite for Self-Destruction: The Spectacular Crash of the Record Industry in the Digital Age" (Sede de autodestruição - a queda espetacular da indústria de discos na era digital), disse que, embora as vendas de álbuns tradicionais estejam caindo, a música se encontra em boa forma.

"As coisas que 'American Idol' vem fazendo e a maneira como Simon Fuller vem vendendo a franquia digitalmente e de outros modos indica que a música pop está muito forte neste momento", disse Knopper.

"Eles já estão cumprindo uma função importante para as gravadoras, ao apresentar a música pop ao público de maneira maciça."

Para o futuro, Fuller está apostando em entretenimento global baseado na Internet. Em março ele lançou seu projeto de TV-realidade multimídia e interativo "If I Can Dream", que acompanha um grupo de candidatos a cantores, dançarinos e atores que vivem juntos em uma casa ao estilo de "Big Brother" enquanto tentam encontrar uma maneira de penetrar em Hollywood.

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