Cantora e atriz norte-americana Lena Horne morre aos 92 anos

segunda-feira, 10 de maio de 2010 13:33 BRT
 

WASHINGTON (Reuters) - A cantora e atriz Lena Horne, uma beldade de parar o trânsito que lutou contra o racismo em um esforço frustrante para tornar-se a primeira atriz principal negra de Hollywood e mais tarde foi aclamada como cantora, morreu aos 92 anos de idade.

Horne morreu na noite no domingo em um hospital de Manhattan, informou uma porta-voz do hospital, que não informou a causa da morte.

Horne foi a Hollywood no final dos anos 1930, e embora nunca tenha se tornado grande estrela de cinema, é vista como precursora que abriu caminho para atrizes negras conseguirem papéis maiores em Hollywood.

Conhecida como a "Cinderela negra" no início de sua carreira, ela era uma pessoa tão complexa quanto bela. Tinha reputação de ser fria e insegura, e suas frustrações profissionais a tornaram amarga.

Com seus olhos grandes, sorriso brilhante e pele morena clara, seu biógrafo James Gavin disse que Hollywood via Horne como "uma negra suficientemente bela -- à moda caucasiana -- para ser aceita pelos americanos brancos". Até então, as negras geralmente só faziam papéis de empregadas ou prostitutas, papéis que Horne rejeitava.

Muitas de suas participações em filmes nos anos 1940 e 1950 se limitaram a canções que não influíam sobre a trama e que podiam facilmente ser excluídas das exibições dos filmes no sul do país, onde as plateias brancas poderiam protestar contra a aparição de uma atriz negra.

Seu primeiro papel substancial no cinema só aconteceu em 1969, quando ela foi cafetina e amante de Richard Widmark em "A Morte de um Pistoleiro". Seu único outro papel no cinema depois disso foi de Glinda, a Bruxa Boa, em "O Mágico Inesquecível", adaptação de "O Mágico de Oz" feita com um elenco inteiramente negro.

"Eu odiava Hollywood e me sentia muito solitária", disse Horne em entrevista à revista Time. "Os atores negros se sentiam muito pouco à vontade lá."

Ela voltou para Nova York, onde nasceu, e tornou-se cantora em boates, teatros e na televisão, tendo recebido dois prêmios Grammy.   Continuação...

 
<p>A cantora e atriz norte-americana Lena Horne em 1994. Horne, uma beldade de parar o tr&acirc;nsito que lutou contra o racismo em um esfor&ccedil;o frustrante para tornar-se a primeira atriz principal negra de Hollywood e mais tarde foi aclamada como cantora, morreu aos 92 anos de idade. REUTERS/Carol Friedman/Blue Note/Divulga&ccedil;&atilde;o</p>