Peter Frampton aos 60 anos: "Você se sente como eu?"

terça-feira, 11 de maio de 2010 17:38 BRT
 

Por Steve James

NOVA YORK (Reuters) - Os longos cabelos loiros agora estão curtinhos, e ele acaba de completar 60 anos, mas Peter Frampton sente que reencontrou o pique criativo que fez dele um dos maiores nomes do rock.

Ele admite que a energia que fez de seu álbum de 1976 "Frampton Comes Alive" o disco de rock gravado ao vivo mais vendido da história perdeu-se durante muitos anos em uma névoa regada a álcool e drogas.

"Fiquei sóbrio sete anos atrás. Não que eu fosse um usuário habitual, mas eu bebia, me drogava, consumia o que aparecesse", disse o roqueiro à Reuters em entrevista recente.

"Eu já fazia isso havia algum tempo, e você nunca chega ao ponto em que consegue pensar com clareza suficiente para amadurecer ou crescer. Isso atrofia seu crescimento como pessoa."

"Tive que fazer o que tive que fazer para chegar aonde estou agora, mas o que estou dizendo é que a clareza que tenho agora, o desfrutar da criatividade, é muito maior", disse Frampton.

Nascido na Grã-Bretanha, o guitarrista tornou-se cidadão norte-americano após os ataques de 2001 e atualmente vive em Cincinnati com sua terceira mulher, Tina. Ele diz que a prova do que declara está em seu novo álbum, "Thank You Mr. Churchill", que o traz em clima introspectivo e nostálgico, coisa que não surpreende para um homem que completou 60 anos no mês passado.

"Eu tinha um trecho de música na cabeça e uma ideia: como teria sido se meu pai não tivesse retornado da guerra? Se os Aliados não tivessem vencido?"

Mas o pai de Frampton retornou da guerra, sim, e foi sua família quem deu o pontapé inicial na jornada musical de sua vida.   Continuação...

 
<p>Peter Frampton em hotel de Nova York. Ao completar 60 anos, Frampton diz sentir que reencontrou o pique criativo que fez dele um dos maiores nomes do rock. 26/04/2010 REUTERS/Steve James</p>