Leilão de arte contemporânea da Sotheby's encerra boa quinzena

quinta-feira, 13 de maio de 2010 12:02 BRT
 

Por Christopher Michaud

NOVA YORK (Reuters) - Os leilões de arte da primavera do hemisfério norte concluíram uma quinzena de resultados fortes na quarta-feira, quando a Sotheby's vendeu impressionantes 190 milhões de dólares em arte do pós-guerra e contemporânea.

Apenas três dos 53 lotes oferecidos deixaram de ser comprados, e a casa de leilões superou sem dificuldade sua melhor estimativa prévia de valor total vendido, 162 milhões de dólares. Obras de Andy Warhol e Mark Rothko foram arrematadas por mais de 31 milhões de dólares cada uma.

A título de comparação, todo leilão de arte contemporâneo da Sotheby's realizado um ano atrás vendeu apenas 47 milhões de dólares.

Os gastos grandes e lances competitivos que marcaram os leilões de arte impressionista, moderna e contemporânea do pós-guerra da Sotheby's e sua rival Christie's atestaram a presença de riqueza em todo o mundo e de disposição em fazer uso dela, disseram analistas.

"Eu não teria previsto essa volta do por cima do mercado alguns meses atrás", disse Baird Ryan, sócio gerente da firma Art Capital Group, de serviços financeiros e de consultoria privada.

O consenso entre analistas, assessores de arte e executivos de leilões é que os ricos do mundo conservaram grande liquidez durante a recessão e que estão novamente dispostos a gastar e investir.

Os responsáveis pela Sotheby's disseram que o leilão alcançou um "grande, grande resultado", movido pela "sede mundial por grandes ícones", segundo Tobias Meyer, seu diretor de arte contemporânea e do pós-guerra, que também fez as vezes de leiloeiro.

"As pessoas estão se dispondo a romper barreiras", disse ele, apontando para o "Autorretrato" de Warhol de 1986, uma obra monumental em silkscreen revendida pelo estilista Tom Ford por 32.562.500 dólares, mais de duas vezes a estimativa mais alta de seu valor.   Continuação...