Crowe se irrita com suposto sotaque "irlandês" de Robin Hood

sexta-feira, 14 de maio de 2010 16:54 BRT
 

LONDRES (Reuters) - O ator Russell Crowe saiu irritado de uma entrevista à rádio BBC depois de ouvir a sugestão de que teria feito o personagem lendário Robin Hood, essencialmente inglês, soar irlandês em seu filme mais recente.

Nascido na Nova Zelândia e criado na Austrália, Crowe vem sendo alvo de críticas na mídia britânica por seu sotaque no filme de ação e aventura "Robin Hood", que fez sua première mundial esta semana no Festival de Cinema de Cannes.

O repórter de artes da rádio BBC Mark Lawson disse que a impressão que teve diante da performance de Crowe foi que "Robin Hood era um irlandês que tirava férias frequentes na Austrália."

"Você tem ouvidos mortos, cara, tem ouvidos seriamente mortos se acha que há um sotaque irlandês ali", retrucou Crowe, de 46 anos, na entrevista, exibida na quinta-feira.

Lawson perguntou a Crowe se a intenção era que fosse um sotaque do norte da Inglaterra. Robin Hood, arqueiro do século 13 que, segundo o folclore, roubava dos ricos para dar aos pobres, teria vivido em uma floresta perto da cidade de Nottingham, no norte da Inglaterra.

"Não, eu tentava fazer um som italiano... Você não percebeu?"

O ator pôde ser ouvido resmungando "não entendi essa coisa irlandesa, por sinal. Não entendi mesmo", enquanto saía da entrevista.

Crowe, que recebeu um Oscar por sua atuação em "Gladiador", de 2000, tem fama de ser mal-humorado. Em 2005 ele foi preso por atirar um telefone contra um funcionário de hotel em Nova York. O ator descreveu o incidente, na época, como "possivelmente a situação mais vergonhosa em que já me meti".

 
<p>O ator Russell Crowe concede entrevista coletiva sobre o filme "Robin Hood", no Festival Internacional de Cannes, na Fran&ccedil;a. Ele saiu irritado de uma entrevista &agrave; r&aacute;dio BBC depois de ouvir a sugest&atilde;o de que teria feito o personagem lend&aacute;rio Robin Hood, essencialmente ingl&ecirc;s, soar irland&ecirc;s. 12/05/2010 REUTERS/Jean-Paul Pelissier</p>