Túmulo mais antigo do México e A. Central é achado em pirâmide

terça-feira, 18 de maio de 2010 17:03 BRT
 

Por Miguel Angel Gutiérrez

CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - Arqueólogos descobriram em um vale do sul do México um túmulo que pode ter até 2.700 anos de idade e que seria a prova mais antiga no México e América Central do uso de pirâmides como recintos funerários.

Dentro de uma pirâmide que devia ter cerca de sete metros de altura foi encontrado, no sítio arqueológico de Chiapa de Corzo, no Estado de Chiapas, o túmulo de quatro pessoas: um homem e uma mulher que aparentemente ocupavam alto escalão na sociedade zoque ou olmeca, um menino e um jovem.

Até agora, as sepulturas mais antigas em pirâmides da região tinham sido encontradas na zona maia e datavam de entre 200 e 700 d.C.

"É uma das evidências mais antigas do uso de templos de estrutura piramidal para sepultar pessoas", disse à Reuters Emiliano Gallaga, arqueólogo do Instituto Nacional de Antropologia e História (Inah) que participou das pesquisas na área.

"Avaliamos que data de 700 ou 500 anos antes de Cristo, ou seja, entre 2.500 e 2.700 anos atrás", disse.

Dentro da pirâmide -- com escadas de barro e um templo na parte superior --, os restos mortais do homem traziam um colar e pulseiras nos braços e tornozelos, feitos de milhares de contas de jade, âmbar e pérolas de rio, além de uma pequena máscara de estuque com resquícios de obsidiana verde.

Também participaram da descoberta arqueólogos da Universidade Nacional Autônoma do México (Unam) e da Universidade Brigham Young (BYU), dos EUA, trabalhando com ajuda financeira do governo mexicano e da National Geographic Society.

A mulher trazia adornos funerários muito semelhantes aos do homem, e o menino e o jovem teriam sido sacrificados em homenagem aos adultos.   Continuação...