Disney nega venda da ABC após investigação que prendeu 2

quarta-feira, 26 de maio de 2010 18:34 BRT
 

Por Sue Zeidler e Grant McCool

LOS ANGELES/NOVA YORK (Reuters) - Uma funcionária da Walt Disney Company e o namorado dela foram formalmente acusados de tentar vender informações privilegiadas para mais de 30 fundos hedge. As informações teriam incluído a de que a gigante da mídia estaria em negociações adiantadas para vender sua rede de TV ABC, que passa por dificuldades. A Disney nega.

Em comunicado a Disney disse que está cooperando com a investigação. "A referência na denúncia sobre conversações com referência à rede ABC é falsa".

Uma assistente da diretoria de comunicações corporativas da empresa passou informações confidenciais sobre os lucros trimestrais da Disney a seu namorado, que, por sua vez, tentou vendê-las a fundos hedge dos EUA e Europa, segundo acusações cíveis e criminais registradas na quarta-feira.

Bonnie Hoxie e seu namorado Yonni Sebag - também conhecido como Jonathan Cyrus - foram presos em Los Angeles por agentes do FBI, disseram fontes policiais.

Em uma operação disfarçada, agentes à paisana contataram Sebbag, que em um e-mail disse que tinha descoberto que a Walt Disney estaria em discussões para vender a ABC, algo sobre o qual Wall Street havia especulado mas que a empresa nunca confirmou.

As ações da Disney subiram 2,3 por cento, para 33,07 dólares, no pregão de quarta-feira, reforçadas pela possibilidade de venda da ABC e não prejudicadas pelas acusações criminais contra uma funcionária.

"É um constrangimento total para a Disney, mas isso pode acontecer com qualquer empresa", disse o analista Alan Gould, da Soleil Research. "O que é muito mais interessante desde a perspectiva do valor das ações é se estão ou não pondo a ABC à venda."

A queixa criminal registrada em um tribunal federal de Manhattan, em Nova York, acusa Hoxie, 33 anos, e Sebbag, 29, de conspiração e fraude em alegações de negociações com informações privilegiadas. Se eles forem condenados, as acusações trazem sentença máxima possível de 20 anos de prisão.

(Com reportagem de Lisa Baertlein em Los Angeles e Grant McCool em Nova York)