Direitos sobre obras de Ray Charles são um negócio lucrativo

segunda-feira, 31 de maio de 2010 15:01 BRT
 

Por Ed Christman

NOVA YORK, 31 de maio (Billboard) - Ray Charles é o sonho de qualquer editora musical. Não apenas ele compôs canções que resistem ao tempo como suas interpretações das canções de outros podiam convertê-las em minas de ouro.

Ele compôs clássicos como "What'd I Say?" e também converteu músicas de outros compositores em sucessos. Sua versão de "Georgia On My Mind," de Hoagy Carmichael e Stuart Gorrel, virou número 1 na lista Billboard Hot 100 em 1960, apesar de ter sido gravada por muitos cantores famosos antes dele.

Além das composições do próprio Ray Charles e das canções que pertenciam a ele, através de suas próprias empresas de edições musicais, "pouco ou nenhum artista já exerceu o mesmo impacto que ele sobre as editoras musicais," diz Tony Gumina, presidente do Ray Charles Marketing Group, que cuida dos licenciamentos ligados ao artista falecido. "Se você olhar apenas as 11 canções diferentes pelas quais Ray ganhou um Grammy, verá 11 editoras e co-editoras diferentes."

Antes do 80o aniversário do nascimento de Ray Charles, em 23 de setembro, o grupo está trabalhando com parceiros sobre vários projetos, que incluem um novo documentário sobre o artista, a ser transmitido pelo Biography Channel, e a estreia de "Unchain My Heart: The Ray Charles Musical," prevista para novembro.

A maioria das canções que Charles compôs até 1962 pertencem à editora Warner/Chappell Music, e as que ele criou depois disso são publicadas pelas próprias editoras musicais de Ray Charles, pertencentes à Fundação Ray Charles e licenciadas pelo Ray Charles Marketing Group, formado em 2005 para maximizar as oportunidades ligadas a esses direitos autorais.

A partir de 1962, três anos depois de Charles ter deixado a Atlantic e fechado contrato com a ABC, cada canção que ele compôs, co-compôs ou, em alguns casos, gravou, pertenceu a suas próprias empresas editoras, a Tangerine Music Corp. e a Racer Music Co.

Nos seis anos passados desde sua morte por câncer, seu catálogo de edições musicais vem crescendo. A receita de seus copyrights mais antigos vem sendo reforçada por sucessos mais recentes. Em 2004 a Concord Records lançou o álbum premiado com o Grammy "Genius Loves Company," que já vendeu 3,2 milhões de cópias. No mesmo ano foi lançado o filme "Ray," com Jamie Foxx no papel título, que valeu um Oscar ao ator. Desde 2004, o álbum "Very Best of Ray Charles", da Rhino, já vendeu mais de 1 milhão de cópias, depois de vender apenas 143 mil unidades entre seu lançamento, em 2000, e meados de 2004.

"Com 'Greatest Hits', o filme, a trilha sonora, os novos discos (da Concord) e 'Golddigger', de Kanye West (que usa a composição de Ray Charles e Renald Richard 'I've Got a Woman'), a coisa está virando uma bola de neve," diz Brad Rosenberger, vice-presidente sênior de marketing e desenvolvimento de catálogos da Warner/Chappell.

"Não há dúvida: Ray Charles está chegando a uma nova geração de jovens."

 
<p>Foto arquivo de Ray Charles se apresentando em 2003. Ray Charles &eacute; o sonho de qualquer editora musical. N&atilde;o apenas ele comp&ocirc;s can&ccedil;&otilde;es que resistem ao tempo como suas interpreta&ccedil;&otilde;es das can&ccedil;&otilde;es de outros podiam convert&ecirc;-las em minas de ouro. EUTERS/Jeff Christensen/Arquivo</p>