Fundador do Festival Hay diz que futuro de livros está garantido

segunda-feira, 31 de maio de 2010 19:33 BRT
 

Por Sharon Lindores

HAY-ON-WYE, País de Gales (Reuters Life!) - Apesar de tudo o que se especula sobre a possibilidade de um futuro sombrio para os livros, o fundador de um dos maiores festivais literários britânicos, promovido anualmente em uma cidadezinha do País de Gales, acredita que o futuro da palavra escrita não corre perigo.

Peter Florence converteu o Festival Hay em um grande evento cultural, que este ano terá autores como Bill Bryson, Roddy Doyle, Philip Pullman e Tom Stoppard e palestrantes que vão desde o presidente das Maldivas, Mohamed Nasheed, até o vice-primeiro-ministro britânico, Nick Clegg.

Cerca de 100 mil visitantes são aguardados no festival em Hay-on-Wye, cidadezinha de 1.500 habitantes aninhada nas Montanhas Negras do País de Gales. Com 42 livrarias, a cidade tem mais livrarias per capita que qualquer outro lugar do mundo.

"O primeiro festival foi promovido nos fundos da Legião Britânica, numa sala com lugar para 40 pessoas", disse Florence, sentado na grande tenda Green Room, montada num campo agrícola, um lugar onde escritores como a Prêmio Nobel Nadine Gordimer e os premiados com o Booker Ian McEwan e Roddy Doyle vão para relaxar.

"Agora ocupamos este local absurdo de 10 hectares."

Florence lançou o festival - que está em sua 23a edição anual e este ano vai até 6 de junho - com dinheiro que ganhou em um jogo de pôquer, um empréstimo de sua mãe e seu amor pela boa literatura.

 
<p>Edi&ccedil;&otilde;es anteriores do Festival Hay contaram com a presen&ccedil;a de autores ilustres, como o peruano Mario Vargas Llosa. 29/01/2010 REUTERS/Jairo Castilla</p>