Escultura Louise Bourgeois morre aos 98 anos, diz jornal

terça-feira, 1 de junho de 2010 15:42 BRT
 

LONDRES (Reuters) - A escultora norte-americana nascida na França Louise Bourgeois, uma das artistas mais influentes do mundo contemporâneo, morreu na segunda-feira em Manhattan, onde vivia, informou o jornal New York Times. Ela tinha 98 anos.

Segundo Wendy Williams, diretora administrativa do ateliê Louise Bourgeois, a artista morreu de ataque cardíaco, informou o jornal.

O trabalho de Bourgeois com materiais diversos, desde madeira até aço ou pedra, tendia a girar em torno da forma humana, embora algumas de suas peças mais reconhecíveis fossem esculturas gigantes de aranhas, algumas com três andares de altura.

A galeria Tate Modern, de Londres, adquiriu uma de suas esculturas gigantes de aranhas, intitulada "Maman" (Mamãe), que mede mais de nove metros de altura e foi executada em 1999. Uma versão de bronze de "Maman," descrita por Bourgeois como "uma ode a minha mãe," começou a ser exposta do lado de fora da galeria em 2007.

A artista dizia que uma de suas principais inspirações era sua infância, na França, onde ela conviveu com sua mãe amorosa mas se sentia insegura devido às infidelidades conjugais de seu pai, entre outras com sua professora particular.

Seu trabalho de 1974 "A Destruição do Pai" foi visto como interpretação de uma fantasia infantil em que uma figura paterna é posta sobre uma mesa, onde é desmembrada e comida por outros membros da família.

Bourgeois mudou-se para Nova York em 1938, depois de se casar com um historiador de arte norte-americano, e sua reputação foi crescendo aos poucos.

Mas foi apenas nas décadas de 1980 e 1990, quando ganhou uma retrospectiva no Museu de Arte Moderna e representou os Estados Unidos na Bienal de Veneza, que ela começou a ser vista como influência maior.

(Por Mike Collett-White)