June 1, 2010 / 10:12 PM / 7 years ago

Elizabeth Taylor divulga cartas de amor de Richard Burton

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<p>Elizabeth Taylor durante desfile de moda da Macy's em Santa M&ocirc;nica, Calif&oacute;rnia, em 2007. A atriz divulgou pela primeira vez as cartas de amor que recebeu de Richard Burton, oferecendo novos insights sobre um romance apaixonado, brincalh&atilde;o e turbulento que se estendeu por 20 anos e dois casamentos. 27/09/2007Fred Prouser</p>

LOS ANGELES (Reuters) - A atriz Elizabeth Taylor divulgou pela primeira vez as cartas de amor que recebeu de Richard Burton, oferecendo novos insights sobre um romance apaixonado, brincalhão e turbulento que se estendeu por 20 anos e dois casamentos.

Mas Taylor guardou uma das cartas em segredo, diz a revista Vanity Fair em artigo de sua edição de julho.

Ela foi escrita por Burton dias antes de sua morte, ocorrida na Suíça em 1984 devido a uma hemorragia cerebral, e a atriz a recebeu na Califórnia quando voltou para casa, após seu funeral.

Elizabeth Taylor leu a carta, que guarda em seu criado-mudo, para o editor colaborador da Vanity Fair, Sam Kashner, e para Nancy Schoenberger. A revista disse que Burton queria voltar a viver com ela.

Aos 78 anos, Taylor decidiu dividir a maioria das cartas com Kashner e Schoenberger, autores do livro "Furious Love: Elizabeth Taylor, Richard Burton, and the Marriage of the Century".

Burton brinca com Taylor, chamando-a de apelidos carinhosos como "Twit Twaddle" e "My Lumps" (minhas bolotas) e às vezes assinando suas cartas "Husbs" (maridos).

"Se você me deixar, eu me mato. Não há vida sem você", ele escreveu em uma das primeiras cartas.

"Richard era magnífico em todos os sentidos da palavra", disse Elizabeth Taylor, que se casou oito vezes.

"E foi magnífico em tudo o que fez. Ele era o pai mais carinhoso, divertido e gentil. Todos meus filhos o adoravam. Atencioso, amoroso - assim era Richard - desde aqueles primeiros momentos em Roma, sempre estivemos loucamente e poderosamente apaixonados. Tivemos mais tempo, mas não foi suficiente", disse ela a Kashner e Schoenberger.

Taylor e Burton começaram seu caso tórrido em 1962, em Roma, no set do filme "Cleópatra". O caso deles chocou a mídia e foi criticado pelo Vaticano, já que ambos ainda eram casados com outras pessoas.

O primeiro casamento deles durou de 1964 a 1974, e eles voltaram a se casar em outubro de 1975, separando-se novamente em julho do ano seguinte.

"Você é provavelmente a melhor atriz do mundo, o que, somado a sua beleza extraordinária, faz você ser única", escreveu Burton em uma das cartas que acabam de ser divulgadas.

"O fato fundamental e mais terrível, fatal e impossível de mudar é que nós não nos compreendemos de maneira alguma. Operamos em comprimentos de onda diferentes. Você está à distância de Vênus - o planeta, quero dizer - e eu não tenho ouvido para captar a música dos astros", ele escreveu em outra carta.

Em outras cartas, o ator, nascido no País de Gales, admite que acha que atuar, para um homem, "é coisa afeminada e um pouco ridícula" e fala de como gostaria de ter optado pela vida de escritor.

O romance entre Taylor e Burton é a matéria de capa da edição de julho da revista Vanity Fair, que chega às bancas nos EUA em 8 de junho. "Furious Love: Elizabeth Taylor, Richard Burton, and the Marriage of the Century" será lançado pela editora HarperCollins em 15 de junho.

Reportagem de Jill Serjeant

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