18 de Junho de 2010 / às 17:01 / em 7 anos

Saramago continuará sendo uma voz "entranhável", diz Galeano

<p>Escritor portugu&ecirc;s Jos&eacute; Saramago morreu nesta 6a aos 87 anos. 03/03/2009Susana Vera</p>

Por Conrado Hornos

MONTEVIDÉU (Reuters) - A obra do escritor português José Saramago, que morreu aos 87 anos nesta sexta-feira, continuará sendo "entranhável", mas fará falta, assim como a sua forma de agir que o levava sempre para o lado dos menos favorecidos, disse o autor uruguaio Eduardo Galeano.

Saramago, Prêmio Nobel de Literatura, levantou sua voz várias vezes contras injustiças, o conservadorismo, a Igreja e os grandes poderes econômicos.

"Ele seguirá sendo uma voz entranhável ... Sentiremos muito a sua falta, mesmo que ele continue presente", disse Galeano à Reuters.

"(Sentiremos falta da) sua obra e também dele, e das suas ações, porque ele era um homem que estava sempre próximo dos perdedores", disse o autor de "Veias Abertas da América Latina".

Saramago era membro do Partido Comunista e começou a sua carreira literária como poeta. Dentre a sua obra pode-se destacar "O Ano da Morte de Ricardo Reis", "O Evangelho Segundo Jesus Cristo", "Ensaio sobre a Cegueira", "A Jangada de Pedra" e "A Caverna".

Segundo a Fundação Saramago, o escritor morreu de falência múltipla dos órgãos, após uma doença prolongada.

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