Indústria musical precisa de "Recovery" de Eminem

segunda-feira, 21 de junho de 2010 16:40 BRT
 

Por Mike Collett-White

LONDRES, 21 de junho, 10h39 (Reuters) - "Recovery" ("recuperação"), o novo álbum do rapper norte-americano Eminem, não poderia ter título mais apto para uma indústria musical cujas vendas estão em queda alarmante este ano.

O sétimo álbum gravado em estúdio pelo rapper de Detroit chega às lojas na segunda-feira, um dia antes do planejado, depois de faixas terem vazado para a Internet, e uma semana após o lançamento do álbum de estreia do canadense Drake, "Thank Me Later", também previsto para ter vendas fortes.

Mas é pouco provável que Eminem e Drake consigam reverter por muito tempo o clima de pessimismo na indústria musical, em queda há dez anos. As vendas de álbuns físicos e digitais nos EUA caíram 11 por cento em junho em relação a junho do ano passado, para 130,6 milhões.

Para agravar as coisas, o boom recente de turnês musicais, explorado por bandas e gravadoras, está dando sinais de fraqueza em função dos altos preços dos ingressos e do clima de incerteza econômica, e as vendas digitais estão crescendo menos que antes.

De acordo com a Nielsen SoundScan, que acompanha as vendas, 4,98 milhões de álbuns foram vendidos na semana que terminou em 30 de maio, possivelmente a cifra mais baixa desde o início dos anos 1970. A título de comparação, o recorde de vendas de álbuns em uma semana, marcado em dezembro de 2000, foi de 45,4 milhões de unidades.

Analistas preveem que o disco de Drake será um dos maiores lançamentos do ano, e o de Eminem, outro previsto para ter ótimas vendas, sai logo após o de Drake.

VENDAS DE CDs AINDA SÃO CRUCIAIS

Embora as gravadoras grandes e as independentes estejam apostando seu futuro na música digital, quer se tratem de modelos de acesso ou propriedade real, elas não podem dar-se ao luxo de desistir das vendas físicas, responsáveis por cerca de 70 por cento de suas receitas.   Continuação...