22 de Junho de 2010 / às 20:32 / 7 anos atrás

Moda masculina italiana opta por juventude, ousadia e beleza

Por Antonella Ciancio

MILÃO, 22 de junho (Reuters Life!) - Os estilistas na semana de moda masculina de Milão deram de ombros para a recessão econômica global, optando por ternos ousados e impecáveis para seduzir compradores interessados em vestir roupas mais de uma vez.

A moda masculina italiana não tem estado imune à recessão, que prejudicou a demanda por artigos de luxo. As vendas de gravatas foram especialmente atingidas.

As vendas de moda masculina caíram 11,3 por cento em 2009, para 8 bilhões de euros (10,73 bilhões de dólares) -- uma das piores performances anuais na história do setor. As vendas de gravatas caíram 23 por cento, segundo a associação Sistema Moda Italia (SMI), que representa a indústria têxtil e de confecções italiana.

Mas muitas grifes que promoveram desfiles na semana de moda primavera-verão 2011 em Milão, encerrada nesta terça-feira, assumiram riscos, buscando inovar ao mesmo tempo em que preservaram a qualidade da alfaiataria italiana.

A Armani combinou gosto clássico com detalhes pouco convencionais e acrescentou toques veranis amarelos a uma paleta bege clássica.

Voltando seu olhar para os anos 1980, a Versace propôs uma coleção óptica, com casacos justos, mangas encurtadas e calças justas enroladas nos tornozelos, todos em cores contrastantes.

"Mesmo os clientes mais ricos precisam de uma justificativa para comprar", disse à Reuters o comprador Martin Kucera, da Espanha.

"Os tempos em que as pessoas compravam roupas para usar uma noite apenas ficaram para trás. Hoje as pessoas querem algo que possam usar novamente."

A Costume National levou a alfaiataria italiana ao extremo, com jaquetas cortadas inteiramente a laser e "costuradas" termicamente, sem costuras.

A colorida coleção da Prada exalou energia juvenil, com camisas aparecendo sob paletós e uma abundância de bermudas ao lado de calças skinny.

O otimismo visto nas passarelas refletiu as esperanças de recuperação econômica.

Na Ferragamo, em que homens impecavelmente vestidos ostentavam looks válidos para o dia e a noite, o executivo-chefe Michele Norsa disse que alguns mercados já voltaram para os níveis anteriores à crise e que oportunidades de crescimento estão emergindo na América Latina, Indonésia e Turquia.

"As coisas também estão melhorando na Europa", disse ele, acrescentando que as vendas do grupo chegaram a números de dois algarismos.

As bolsas muito grandes foram onipresentes, por exemplo na Gucci e Cavalli, confirmando um interesse renovado pelos acessórios masculinos.

Sapatos ousados e irreverentes foram exibidos pela Bottega Veneta, que também anunciou seu primeiro relógio, produzido em colaboração com o grupo Sowing, dono da renomada fabricante de relógios suíços Girard-Perregaux.

A estilista da Gucci, Frida Giannini, criou um estilo "cigano de luxo" ao mesmo tempo elegante e excêntrico, e, na Emporio Armani, os paletós perderam as mangas e leggings apareceram debaixo de calças.

O brilho substituiu o pessimismo no tapete vermelho, com astros de Hollywood como Morgan Freeman e Matthew McConaughey vindo comemorar o 20o aniversário da linha masculina da Dolce & Gabbana. O astro de cinema Clive Owen foi escolhido pela Bulgari para representar seu perfume "Man."

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