"Restrepo" mostra soldados rasos na guerra no Afeganistão

sexta-feira, 25 de junho de 2010 14:58 BRT
 

Por Bob Tourtellotte

LOS ANGELES (Reuters) - Quer falar de guerra? Esqueça os generais norte-americanos Stanley McChrystal ou David Petraeus e o que eles enfrentaram ou enfrentam no Afeganistão. Pense por um instante nos soldados rasos e o que eles encontram.

Ou, melhor ainda, veja-os em um novo documentário, "Restrepo", que estreia nos cinemas dos EUA na sexta e foi feito pelo célebre escritor Sebastian Junger e o repórter de guerra Tim Hetherington.

Vencedor do Grande Prêmio do Júri no festival de cinema Sundance deste ano, "Restrepo" cobre um ano na vida de um pelotão de soldados americanos, entre 2007 e 2008, no mortífero vale do Korengal. Em lugar de falar à plateia sobre a guerra, Junger e Hetherington simplesmente ligam as câmeras e deixam o público ver as balas voarem.

Mais precisamente, o público vê os soldados enfrentando diferenças culturais, tédio e cansaço, até que as armas do Taliban entram em ação, bombas explodem e os homens mergulham no caos, às vezes chorando.

Enquanto, esta semana, os americanos refletem sobre a decisão do presidente Obama de afastar o comandante em chefe dos EUA no Afeganistão, general McChrystal, e substituí-lo pelo general Petraeus, e o que isso significa para a política da guerra mais ampla, "Restrepo" faz as pessoas pensarem nos soldados rasos acampados em uma terra distante.

O filme começa com os homens da Companhia de Batalha da 173a Brigada Aerotransportada rindo e brincando enquanto se dirigem do treinamento nos EUA para a guerra no Afeganistão.

O público fica conhecendo vários deles, entre eles o paramédico Restrepo, que morre repentinamente, depois do qual os homens batizam de Campo Restrepo, em sua memória, um posto na extremidade da zona de guerra.

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