Londres aplaude Plácido Domingo em "Simon Boccanegra"

quinta-feira, 1 de julho de 2010 22:22 BRT
 

LONDRES (Reuters Life!) - Ele tem 69 anos de idade e foi submetido a uma cirurgia de câncer este ano, mas o cantor espanhol Plácido Domingo ainda consegue comandar todas as atenções sobre um palco de ópera, disseram críticos britânicos na quinta-feira.

Mais conhecido como tenor, Domingo cantou como barítono na ópera "Simon Boccanegra," de Verdi, no Royal Opera House, a mesma parte que cantou no La Scala de Milão em abril, marcando sua volta aos palcos após uma cirurgia para a retirada de um pólipo maligno de seu cólon.

Neil Fisher, do jornal The Times, deu cinco estrelas de um total possível de cinco à ópera em resenha da noite de estreia da ópera, na terça-feira, escrevendo sobre "a beleza e potência da voz (de Domingo)."

Eric Jeal, do The Guardian, observou que o Boccanegra de Placido Domingo "ficou longe de ser definitivo" e provavelmente não foi o que Verdi tinha em mente.

"Mas isso tem importância? Não desta vez. Novamente, Domingo cria um personagem convincente em seus próprios termos," disse a crítica em resenha em que deu quatro estrelas à apresentação.

Falando à Reuters nos bastidores após a première, o cantor, famoso por seu ritmo de trabalho prodigioso, disse que não abriu mão de cantar papéis de tenor.

"Espero que eu possa continuar com os dois, para diversificar meu repertório," disse ele. "Eu me recuperei com a mesma força e o mesmo entusiasmo de sempre."

Domingo também voltou a recomendar que as pessoas façam exames precoces para a detecção do câncer.

"Digo a todos como é importante que façam seus exames antecipadamente. Se eu não o tivesse feito, as coisas poderiam ter sido piores."   Continuação...

 
<p>Foto de arquivo de ensaio de Pl&aacute;cido Domingo. Ele tem 69 anos de idade e foi submetido a uma cirurgia de c&acirc;ncer este ano, mas o cantor espanhol Pl&aacute;cido Domingo ainda consegue comandar todas as aten&ccedil;&otilde;es sobre um palco de &oacute;pera, disseram cr&iacute;ticos brit&acirc;nicos na quinta-feira.19/12/2009.REUTERS/Eliana Aponte</p>