5 de Julho de 2010 / às 21:14 / 7 anos atrás

Ator Louis Gossett narra carreira marcada por drogas e racismo

<p>O ator Louis Gossett Jr. participa de um evento em Los Angeles, em novembro de 2009. 29/11/2009 REUTERS/Phil McCarten</p>

Por Bob Tourtellotte

LOS ANGELES (Reuters) - Mesmo sem ser nascido em 4 de julho, Louis Gossett Jr. celebra essa data como se fosse o seu aniversário. Não por ser o Dia da Independência dos Estados Unidos, mas por marcar a vitória do ator sobre vários anos de dependência química.

Gossett, de 74 anos, narra seu renascimento, que começou com uma internação em 2004, e outras passagens da sua vida na biografia “An Actor and a Gentleman” (Um Ator e um Cavalheiro), que chegou em maio às livrarias dos Estados Unidos.

Seis anos depois de começar a ficar independente da cocaína, do álcool e de um bolor tóxico que invadiu sua casa e seu corpo, Gossett recuperou a saúde e tem dedicado sua vida à luta contra o racismo, motivo de ódio e ressentimento na sua carreira, e um problema para o qual as drogas foram uma válvula de escape.

“Colocados num cadinho, somos um só povo. Somos todos iguais, e precisamos uns aos outros para sobreviver e salvar este planeta”, disse ele à Reuters.

Em seu livro, Gossett --ganhador do Oscar de melhor ator coadjuvante em 1982, por “A Força do Destino”-- narra uma infância afável no Brooklyn, Nova York. Embora vivesse num bairro cheio de marginais, ele conseguiu escapar do crime, segundo seu relato, graças aos cuidados da família e dos amigos.

Hábil jogador de basquete, logo demonstrou também talento para atuar, e ainda adolescente conseguiu um papel na peça “Take a Giant Step” (Dê um Passo de Gigante). Teve aula no Actors Studio, a famosa escola de interpretação por onde passaram também James Dean, Marlon Brando e Marilyn Monroe.

Gossett conta que, na época em que Marilyn era casada com o dramaturgo Arthur Miller, ela foi uma das melhores atrizes com as quais ele contracenou, e que teria ido mais longe e ganhado Oscars caso não tivesse morrido precocemente.

“(Miller) a fazia pensar mais profundamente”, disse Gossett. “Ela nasceu com um instrumento, mas aí sua sexualidade foi usada, ao invés do que estava dentro dela.”

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