EUA se dizem "decepcionados" com libertação de Polanski na Suíça

segunda-feira, 12 de julho de 2010 18:42 BRT
 

Por Jill Serjeant e Jason Rhodes

LOS ANGELES/GSTAAD, Suíça (Reuters) - A Suíça anunciou nesta segunda-feira que não vai extraditar Roman Polanski aos Estados Unidos para ser sentenciado por ter mantido relações sexuais com uma menina de 13 anos em 1977 e decidiu libertar o cineasta premiado com o Oscar, que estava detido havia dez meses.

A ministra da Justiça da Suíça, Eveline Widmer-Schlumpf, disse que decidiu contra a extradição em função de potenciais falhas técnicas nos pedidos feitos pelos Estados Unidos a respeito de argumentos de que Polanski já cumpriu sua sentença antes de deixar Los Angeles em 1978.

Mas o Departamento de Estado norte-americano rejeitou o argumento suíço e disse que continuará a brigar por justiça.

"Uma garota de 13 anos foi drogada e violentada por um adulto. Isso não é uma questão de tecnicidade", disse o porta-voz do Departamento de Estado, P.J. Crowley.

"Os EUA acreditam que o estupro de uma criança de 13 anos por um adulto é um crime e continuaremos a buscar justiça neste caso", disse Crowley.

Segundo ele, a decisão de libertar Polanski "envia uma mensagem muito importante sobre como mulheres e garotas são tratadas ao redor do mundo. Colocar este caso de lado baseado em detalhes técnicos pensamos ser lamentável".

Autoridades do Departamento de Justiça dos EUA disseram estar revendo possíveis opções. "Não há como mascarar o fato de que estamos profundamente desapontados pelo o que aconteceu", disse a repórteres o assistente do procurador-geral Lanny Breuer.

UM HOMEM LIVRE   Continuação...

 
<p>O diretor polon&ecirc;s Roman Polanski em Potsdam em 2009. A Su&iacute;&ccedil;a decidiu n&atilde;o extraditar Polanski aos EUA, onde &eacute; acusado de crime sexual contra uma menina de 13 anos em 1977. 19/02/2009 REUTERS/Hannibal Hanschke/Arquivo</p>