"A Origem" é um filme para os fãs pensarem a respeito

quarta-feira, 14 de julho de 2010 20:49 BRT
 

Por Iain Blair

LOS ANGELES (Reuters) - O que há de errado com este filme? O lançamento mais comentado desta temporada não tem robôs, vampiros, alienígenas, brinquedos nem personagens dos quadrinhos. E nem mesmo é em 3D!

Mas o que "A Origem", que estreia na sexta-feira nos EUA, tem é Leonardo DiCaprio no papel principal, o diretor Chris Nolan, de "Cavaleiro Negro", e ideias suficientes para afundar um Titanic.

Essa ficção científica de alto orçamento sobre ladrões de sonhos lança o espectador nas profundezas obscuras e perturbadoras do inconsciente, onde tudo vale, mas nada é o que parece.

Numa cena assustadora, a mulher do protagonista Dom Cobb (vivida por Marion Cotillard) comete suicídio na frente dele. Ou será só na cabeça de Cobb?

"Sempre fui fascinado pelos sonhos, pela memória e a percepção, e me pus a explorar mais essas áreas neste filme", disse Nolan, que já havia tratado do tema em "Amnésia".

Para manipular a percepção de realidade da plateia, ele usou "equipamentos bizarros" e "tipos bizarros de instrumentos de tortura", especialmente nas várias cenas de levitação. "Quis deixar a plateia se perguntando o que exatamente está acontecendo", disse Nolan.

E ele não está brincando.

As primeiras resenhas foram em geral positivas, mas poucos críticos se mostraram capazes de explicar totalmente o filme.   Continuação...

 
<p>Leonardo DiCaprio no lan&ccedil;amento de "Origem" em Hollywood. 14/07/2010 REUTERS/Mario Anzuoni</p>