Túmulo de rei na Guatemala revela segredos da civilização maia

quinta-feira, 15 de julho de 2010 22:29 BRT
 

Por Sarah Grainger

CIUDADE DA GUATEMALA (Reuters) - Uma equipe de arqueólogos descobriu na Guatemala o túmulo de um rei maia repleto de esculturas muito bem conservadas, cerâmica e ossos de crianças, dando um novo raio de luz sobre essa desaparecida civilização.

Os pesquisadores descobriram em maio a câmara mortuária, que data de entre 300 e 600 anos dC, sob a pirâmide "El Diablo" na cidade de El Zotz, na região florestal de Petén, mas a descoberta só foi levada a público nesta quinta-feira.

O túmulo fechado ajudou a preservar tecidos, esculturas de madeira e cerâmicas coloridas, disseram os pesquisadores.

"É como o Fort Knox, um depósito de riqueza com tecidos e artigos comerciais, e isso é o que surpreende", disse Stephen Houston, quem lidera os trabalhos de escavação em El Zotz e é ligado à Universidade de Brown, nos Estados Unidos.

Esse país centro-americano está cheio de pirâmides e ruínas da ancestral civilização maia, que alcançou o ápice entre os anos 250 e 900 dC, cobrindo um território que se estendia desde o México até o que atualmente é Honduras.

Os arqueólogos disseram que a escavação em El Zotz, que significa morcego em vários dialetos maias, fornece novos dados sobre os rituais funerários dessa civilização.

Durante os funerais dos reis maias, frequentemente adolescentes eram sacrificados, mas nesta descoberta incomum em El Zotz, os arqueólogos encontraram ossos que pertenciam a crianças, inclusive de apenas um ano de idade.

O túmulo mostrou evidências de que o rei foi sepultado em traje tradicional de dança, decorado com conchas do mar e jade.

El Zotz está localizado perto das ruínas de Tikal, um popular destino turístico.

 
<p>Escultura maia no s&iacute;tio arqueol&oacute;gico El Zotz no norte da Guatemala. O t&uacute;mulo de um rei maia repleto de esculturas, cer&acirc;mica e ossos de crian&ccedil;as, foi descoberto por arque&oacute;logos, dando um novo raio de luz sobre essa desaparecida civiliza&ccedil;&atilde;o. REUTERS/Divulga&ccedil;&atilde;o/Minist&eacute;rio da Cultura e Esportes</p>