Bjork protesta contra venda de empresa energética na Islândia

segunda-feira, 19 de julho de 2010 16:26 BRT
 

REYKJAVIK (Reuters) - A cantora islandesa Bjork, conhecida por seu ativismo político, exortou o Parlamento nesta segunda-feira a rever a venda planejada de uma empresa local de energia geotérmica, dizendo que a venda pode prejudicar os interesses da Islândia.

Não é a primeira vez que questões ambientais provocam atritos na Islândia. Em 2005, a construção de uma usina elétrica para mover uma fundição de alumínio desencadeou protestos de rua.

Bjork disse que está preocupada com a venda da companhia energética islandesa HS Orka à canadense Magma Energy e pediu que a transação fosse reestudada pelos parlamentares.

"Membros do Parlamento! Nós, islandeses, lhes pedimos uma discussão transparente e aberta e a reconsideração da venda do acesso a nossos recursos naturais", disse Bjork a jornalistas.

"O país não deveria poder decidir por conta própria se está disposto a vender todos seus recursos naturais, por meio de uma mudança nas leis para possibilitar um referendo nacional?"

A energia térmica, gerada pelo calor de seus muitos vulcões, é um dos recursos naturais mais valiosos da Islândia e pode atrair muitos investimentos estrangeiros extremamente necessários para o país, na esteira da crise financeira de 2008.

Uma porta-voz da Magma disse que a aquisição da companhia islandesa só vai beneficiar o país.

"O que estamos fazendo é usar os recursos e pagar royalties aos donos", disse Alison Thompson, vice-presidente de relações corporativas da empresa. Ela disse que a Magma não pretende fazer demissões e que a transação vai estimular a economia.

(Reportagem de Omar Valdimarsson)

 
<p>A cantora islandesa Bj&ouml;rk em show no Museu Nacional do Peru, em Lima, 13 de novembro de 2007. Bj&ouml;rk exortou o Parlamento nesta segunda-feira, 19 de julho de 2010, a rever a venda planejada de uma empresa local de energia geot&eacute;rmica, dizendo que a venda pode prejudicar os interesses da Isl&acirc;ndia. REUTERS/Enrique Castro-Mendivil</p>