22 de Julho de 2010 / às 20:46 / em 7 anos

"Criaturas da Noite" é projeto dos sonhos--Guillermo del Toro

<p>O diretor Guillermo del Toro posa para foto na premi&egrave;re do filme "Hellboy II - The Golden Army" em Los Angeles, Calif&oacute;rnia, 28 de junho de 2010. Ele falou &agrave; Reuters sobre como pretende assustar as plateias em "Criaturas da Noite". REUTERS/Hector Mata</p>

Por John Gaudiosi

SAN DIEGO (Reuters Life!) - Desde que chamou a atenção de Hollywood com “Cronos”, sua estreia na direção de longa-metragem, ainda no México, Guillermo del Toro sempre buscou filmes de fantasia e terror que assistiria se fosse um mero fã.

Foi assim que ele transformou a série cult de quadrinhos “Hellboy” em dois filmes de sucesso, para depois fazer o mesmo com “Blade 2”. Ele pretendia fazer a série “Hobbit”, que roteirizou em parceria com o produtor Peter Jackson, mas atrasos o levaram a mudar de foco.

Em visita à feira Comic Con, ele falou sobre como pretende assustar as plateias em “Criaturas da Noite”.

Pergunta - Qual a sua ligação com a Comic Con?

Resposta - A Comic Con é uma celebração da cultura pop - anime, filmes de ficção científica, terror, qualquer coisa que esteja dentro do âmbito da cultura “geek” e seja interessante para eles. É o paraíso. Normalmente tento viajar com uma mala vazia, e acabo voltando para casa com uma mala e quatro ou cinco caixas cheias de coisas.

P - Por que “Criaturas da Noite” é um projeto apaixonante?

R - É um filme com que sonhava em me envolver desde que comecei a fazer filmes profissionalmente. Levei sete anos para obter os direitos e outros 13 para fazer. Então foi uma viagem de 20 anos no total.

P - O que o diferencia dos filmes de terror recentes?

R - Estamos voltando a um filme de terror realmente clássico e gótico, com criaturas interessantíssimas. Não estamos indo para o “hardcore” sanguinolento, quase pornô, de um filme adolescente. Não há protagonistas adolescentes. Está mais perto de um conto de fadas que deu terrivelmente errado. E as criaturas são bem interessantes e muito fiéis às criaturas originais no filme de 1973.

P - Hollywood vem refazendo muitos filmes de terror recentemente. Você acha que as ideias originais se esgotaram?

R - Acho isso um clichê, porque a versão mais famosa de “Frakenstein”, que é a de James Whale, havia sido feita antes como curta-metragem mudo por Edison. E depois de James Whale veio Terence Fisher com uma brilhante versão de “Frankenstein”, e assim por diante. Acho que, quando você pensa em alguns dos melhores filmes do gênero, muitos foram remakes. Acho que a versão de Cronemberg para “A Mosca” é um enorme avanço. “O Médico e o Monstro” de Rouben Mamoulian, é superior às versões que vieram antes dele.

P - Qual o segredo do sucesso num remake?

R - Acho que um remake precisa ser guiado por uma paixão do cineasta por contar a história, e não pelo departamento de marketing de um estúdio. Acho que essa é uma enorme diferença. Se você tem um cineasta que é muito apaixonado para contar uma história - por exemplo, sou absoluta, insanamente apaixonado por refazer “Frankenstein”, o livro - então é uma intenção válida.

P - Como foi abandonar “O Hobbit”?

R - Foi a maior dor no coração que experimentei profissionalmente, mas ao mesmo tempo foi o que eu precisava fazer, porque não foi uma decisão leviana. Estou inteiramente em paz com ela. Foi muito abençoado por estar imerso naquele mundo, e igualmente animado por estar trabalhando nos próximos filmes.

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