29 de Julho de 2010 / às 19:55 / em 7 anos

Obama tenta reativar seu carisma no talk show "The View"

<p>"The View" costuma atrair entre 3 e 4 milh&otilde;es de espectadores e &eacute; visto especialmente por mulheres. 28/07/2010 REUTERS/Kevin Lamarque</p>

Por Patricia Zengerle

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tentou reativar seu carisma de homem comum nesta quinta-feira, com uma participação de teor principalmente leve na televisão diurna americana em que cinco apresentadoras lhe fizeram perguntas sobre seu Blackberry, Lindsay Lohan e a guerra no Afeganistão.

Foi a primeira aparição de um presidente norte-americano em exercício em um talk show diurno, possibilitando a Obama apelar diretamente para um público-alvo no momento em que procura combater a queda em pesquisas de opinião, enquanto ele e outros democratas se esforçam para evitar perdas grandes na eleição parlamentar de novembro.

“The View” costuma atrair entre 3 e 4 milhões de espectadores e é visto especialmente por mulheres que estão em casa no momento em que o programa vai ao ar, no fim da manhã.

Na entrevista, Obama defendeu sua estratégia na guerra do Afeganistão e seus esforços para arrancar o país da recessão, mas disse que prevê que as coisas melhorem, embora isso possa demorar.

“Se conseguirmos reconquistar nosso carisma nos próximos meses, então acredito plenamente que vamos nos sair muitíssimo bem, mas vamos ter que fazer algumas mudanças estruturais fundamentais ao longo do caminho”, disse o presidente.

Ele disse estar frustrado com o clima rancoroso do debate político e culpou a mídia por uma “falsa polêmica” recente que levou à demissão de um funcionário negro do Departamento de Agricultura que, em um videoteipe editado que foi exibido repetidas vezes pela mídia conservadora, aparentou estar fazendo declarações de teor racista.

“Quando você sente que cada iniciativa nossa é sujeita à política de Washington, em lugar de ser avaliada segundo o critério de ser ou não boa para o país, isso pode ser frustrante”, disse ele.

GUERRA E CULTURA POP

Indagado sobre o recente vazamento de documentos que traçam um retrato sombrio do impopular conflito no Afeganistão, que divide profundamente seu próprio partido, o Democrata, Obama disse que a guerra vale a pena ser travada.

“Quando se tem caos nessa região, onde não existe governo funcionante e onde senhores de guerra e filiados terroristas podem operar, isso torna muito mais difícil para nós assegurar que eles não nos ataquem”, disse o presidente.

Obama também mostrou que não está alheio à cultura popular. Ele sabia que a atriz Lindsay Lohan tinha sido encarcerada, mas não ouvira falar de “Snooki”, estrela de um reality show popular da televisão, e evitou responder a uma pergunta sobre gravações de telefonemas furiosos do ator Mel Gibson.

Além disso, Obama lamentou o fato de não poder desfrutar de tecnologia. Ele é o primeiro presidente a usar um Blackberry, mas não pode curtir as piadinhas e imagens que enchem a maioria das caixas de entrada.

“Tenho um Blackberry, mas apenas dez pessoas têm acesso a ele”, contou. “E tenho que admitir que não me divirto com ele, porque ninguém me manda coisas divertidas, já que pensam que suas mensagens serão sujeitas à lei dos arquivos presidenciais.”

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below