Wyclef Jean pode se candidatar a presidente do Haiti

sexta-feira, 30 de julho de 2010 09:37 BRT
 

Por Joseph Guyler Delva

PORTO PRÍNCIPE (Reuters) - O premiado cantor Wyclef Jean anunciou na quinta-feira que tomou providências legais para eventualmente se candidatar a presidente do Haiti, seu país de origem, mas que a decisão definitiva ainda não foi tomada.

Jean foi ao Haiti para conversar com advogados e recolher impressões digitais, como parte do processo obrigatório para o registro da candidatura.

Devastado por um terremoto em 12 de janeiro, o Haiti escolherá em 28 de novembro o sucessor do presidente René Préval, cujo mandato termina em fevereiro.

"Basicamente vim ao Haiti hoje porque era importante fazer minhas impressões digitais", disse Jean à Reuters no aeroporto de Porto Príncipe, onde embarcou para os EUA.

"Há muitos rumores de que estou concorrendo à Presidência. Não declarei isso", disse o músico, de 37 anos. "Se decidirmos ir adiante, tenho bastante certeza de que teremos toda a nossa papelada acertada."

O prazo para o registro das candidaturas é o dia 7 de agosto. Jean disse que vai tomar uma decisão em conjunto com a mulher, Claudinette, e com a filha, Angelina. "Como família, precisamos decidir o que iremos fazer, porque é um grande sacrifício."

Fontes próximas a Jean disseram que ele irá confirmar oficialmente sua candidatura na semana que vem na CNN, e depois disso voltará ao Haiti para a campanha. Falando à Reuters, ele nem confirmou nem desmentiu essa versão.

Muitos analistas preveem que Jean - imensamente popular no Haiti, especialmente entre os jovens - poderia ter uma vitória fácil, caso sua candidatura seja aprovada.   Continuação...

 
<p>Wyclef Jean, nascido no Haiti, segura "Green Card" dos EUA e passaporte haitiano depois de visitar o Haiti ap&oacute;s o terremoto, em coletiva de imprensa em janeiro. O premiado cantor anunciou na quinta-feira que tomou provid&ecirc;ncias legais para eventualmente se candidatar a presidente do Haiti, mas que a decis&atilde;o definitiva ainda n&atilde;o foi tomada. 19/01/2010 REUTERS/Ray Stubblebine</p>