Eastwood defende órgão de cinema britânico ameaçado de extinção

segunda-feira, 9 de agosto de 2010 16:24 BRT
 

Por Mike Collett-White

LONDRES (Reuters) - O ator e diretor de Hollywood Clint Eastwood exortou o ministro das Finanças britânico, George Osborne, a rever os planos de extinguir o Conselho de Cinema do Reino Unido (UKFC), medida anunciada no mês passado como parte da política de austeridade do governo.

Uma carta do diretor e ator várias vezes premiado com o Oscar é o acréscimo mais recente a uma campanha de grandes nomes para salvar um grupo que faz lobby em favor do cinema britânico e investe 15 milhões de libras (24 milhões de dólares) por ano em filmes locais.

"O UKFC nos forneceu as informações cruciais e detalhadas que precisávamos para tomar nossa decisão de filmar no Reino Unido", escreveu Eastwood, aludindo à produção de seu filme mais recente, "Hereafter", estrelado por Matt Damon.

Em carta endereçada a Osborne e assinada também pelo produtor Robert Lorentz, Eastwood disse que o conselho presta assessoria sobre questões que incluem o sistema tributário britânico e a disponibilidade de equipes técnicas no país.

"Sem essa assistência nas primeiras etapas da pré-produção, a probabilidade de uma filmagem em Londres teria diminuído muito."

A carta de Eastwood chegou após um apelo escrito semelhante publicado no jornal The Telegraph na semana passada e assinada por mais de 50 atores, incluindo James McAvoy e Emily Blunt.

A coalizão de conservadores e democratas liberais está buscando reduzir custos para fazer frente a um déficit orçamentário recorde, e diversos departamentos enfrentam cortes de cerca de 25 por cento em uma revisão de seus gastos a ser anunciada em outubro.

O ministro da Cultura Jeremy Hunt defendeu sua decisão de abolir o Conselho de Cinema, que tinha 75 funcionários.   Continuação...

 
<p>O diretor Clint Eastwood no lan&ccedil;amento de "Invictus" em Londres. Eastwood exortou o ministro das Finan&ccedil;as brit&acirc;nico a rever os planos de extinguir o Conselho de Cinema do Reino Unido, medida anunciada no m&ecirc;s passado. 31/01/2010 REUTERS/Toby Melville/Arquivo</p>