Exposição em Londres trata da pele como a fronteira do corpo

sexta-feira, 13 de agosto de 2010 11:06 BRT
 

Por Isabel Coles

LONDRES, 13 de agosto (Reuters Life!) - "Algumas das imagens desta exposição podem ser perturbadoras", diz uma placa na entrada da mostra mais recente da Wellcome Collection: "Skin" (Pele).

A exposição analisa as atitudes em relação à pele, o maior órgão do corpo humano, desde o século 15, a partir de perspectivas científica, artística e histórica.

Ela se divide em quatro partes: objetos, marcas, impressões e a vida após a morte. Há também um Laboratório da Pele, que analisa avanços recentes na ciência dermatológica.

Uma foto em preto e branco de um paciente em um hospital de Paris saúda o visitante na entrada. Uma cicatriz gigantesca percorre as costas do paciente.

Uma das curadoras da exposição, Lucy Shanahan, disse à Reuters: "Esta foto resume muitos dos temas da exposição, começando pela exploração da pele como fronteira física e metafórica entre o exterior e o interior do corpo."

Para os primeiros anatomistas, a pele era superficial. Nos diagramas anatômicos do século 16, as figuras eram desenhadas sem pele, ou participando da remoção da própria pele, como se estivessem tirando a roupa.

"Marcas", a segunda seção da exposição, trata da ideia da pele como documento das experiências da pessoa.

Em "Legados Médicos," a artista Tamsin Van Essen recria a textura de vários problemas dermatológicos -- psoríase, os efeitos de sífilis e acne -- sobre vidros de boticários dos séculos 17 e 18.   Continuação...