Príncipe encantado ganha nova versão em "Coincidências do Amor"

quarta-feira, 18 de agosto de 2010 18:02 BRT
 

Por Iain Blair

LOS ANGELES (Reuters) - Na comédia romântica tradicional de Hollywood, as mulheres geralmente têm uma meta simples: encontrar seu príncipe encantado, casar-se e ter filhos. Mas os tempos mudaram, e muito.

Na nova comédia de Jennifer Aniston, "Coincidências do Amor", que chega aos cinemas dos EUA na sexta-feira, sua personagem, Kassie, tem ambições mais modestas. A nova-iorquina solteira de 40 e poucos anos decide que, se não pode encontrar o príncipe encantado, pelo menos pode encontrar o esperma perfeito e ter o filho que sempre desejou -- com rapidez e eficiência, e sem um homem em sua vida.

A maternidade solteira e o instinto biológico de reprodução são as questões que fizeram Aniston interessar-se pelo projeto.

"Cada vez mais as mulheres estão percebendo que não precisam viver com um homem apenas para ter o filho que desejam", disse a atriz a jornalistas enquanto divulgava o filme.

"Os tempos mudaram, e é também isso que é espantoso. Hoje em dia temos tantas opções, diferentemente da época de nossos pais, quando quem esperava demais não podia mais ter filhos."

Essas declarações levaram Jennifer Aniston a envolver-se numa miniguerra de palavras na semana passada com o comentarista conservador Bill O'Reilly, da Fox TV. Em seu programa "The O'Reilly Factor", o comentarista disse que a mensagem de Aniston equivale a dizer que crianças não precisam de pais e que "isso é destrutivo para a sociedade".

Em entrevista subsequente à revista People, Aniston respondeu que "é claro que o cenário ideal para se ter filhos envolve pai e mãe de idade madura", mas acrescentou, "para aquelas que ainda não encontraram seu próprio Bill O'Reilly, fico feliz que a ciência tenha nos oferecido algumas outras opções."

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