Fitas de Mel Gibson pouco afetaram sua popularidade--pesquisa

segunda-feira, 30 de agosto de 2010 16:46 BRT
 

NOVA YORK (Reuters) - Mel Gibson pode estar envolvido em um dos piores escândalos de mídia de sua carreira, mas uma pesquisa que acaba de ser divulgada mostra que o fato está tendo relativamente pouco impacto sobre a atração que o astro exerce nas bilheterias.

Em uma pesquisa "60 Minutes"/Vanity Fair divulgada na segunda-feira, mais de três quartos dos norte-americanos disseram que, na hora de decidir se vão assistir a um dos filmes do astro premiado com o Oscar, não serão afetados pelas gravações de telefonemas que seriam de Gibson xingando sua ex-namorada.

Indagados se terão menos chances de comprar um ingresso para um filme de Gibson depois de ouvir as fitas postadas na Internet, 76 por cento dos entrevistados --incluindo 80 por cento dos homens e 72 por cento das mulheres-- escolheram "não, nenhum efeito" na pesquisa da revista Vanity Fair e do programa de jornalismo na TV "60 Minutes."

Gibson, cujos filmes incluem "Coração Valente" e "A Paixão de Cristo," já se envolveu em outros escândalos no passado, como quando deu declarações antissemitas a um policial da Califórnia em 2006.

Nas infames gravações de telefonemas entre ele e sua ex-namorada, a modelo russa Oksana Grigorieva, ouve-se a voz de alguém que seria Gibson soltando palavrões em uma discussão sobre a filha bebê deles.

Postadas no site Radaronline.com em julho, as fitas fizeram manchetes em todo o mundo, e, desde então, especialistas da indústria cinematográfica vêm se indagando quais seriam as consequências de longo prazo sobre a carreira de Gibson no cinema e sua popularidade nas bilheterias.

Gibson tem dois filmes cuja produção acaba de ser concluída, "The Beaver" e "How I Spent My Summer Vacation." Seu trabalho mais recente, "O Fim da Escuridão", que chegou aos cinemas em janeiro passado, não gerou grande interesse nas bilheterias.

Em uma pergunta separada na pesquisa, a candidata republicana à vice-presidência dos EUA em 2008, Sarah Palin --cujo desentendimento com o ex-noivo de sua filha adolescente Bristol também vem atraindo cobertura recente dos tabloides americanos-- foi considerada uma possível futura presidente ineficaz por 59 por cento dos entrevistados.

Seis em cada dez americanos -- incluindo 75 por cento dos democratas, 40 por cento dos republicanos e 63 por cento dos independentes -- disseram que Palin não seria uma presidente eficaz, e apenas 26 por cento ao todo acham que ela teria a capacidade de cumprir esse papel, segundo a pesquisa Vanity Fair/ "60 Minutes."   Continuação...