15 de Setembro de 2010 / às 22:33 / 7 anos atrás

Bruce Springsteen fala sobre "making of" de seu álbum "Darkness"

<p>Bruce Springsteen e sua esposa no Festival Internacional de Cinema em Toronto. O lend&aacute;rio roqueiro lan&ccedil;ou luz sobre o "making of" do &aacute;lbum seminal "Darkness on the Edge of Town" descrevendo-o como o avan&ccedil;o para a idade adulta de um m&uacute;sico de cidade pequena que queria ser ouvido. 14/09/2010 REUTERS/Mike Cassese</p>

Por Frank Pingue

TORONTO, 15 de setembro (Reuters) - O lendário roqueiro Bruce Springsteen lançou luz sobre o “making of” do álbum seminal “Darkness on the Edge of Town” descrevendo-o como o avanço para a idade adulta de um músico de cidade pequena que queria ser ouvido.

Entrevistado pelo ator Edward Norton no Festival Internacional de Cinema de Toronto, Springsteen contou que trabalhou 24 horas por dia com sua “E Street Band” para tentar alcançar a perfeição no álbum de 1978 que marcou uma virada em sua voz narrativa.

Springsteen, que completa 61 anos na próxima semana, estava em Toronto para a estreia do documentário de “Thom Zimny The Promise: The Making of Darkness on the Edge of Town”, que teve sua premiere mundial no festival na terça-feira.

O documentário foca as sessões de composição e gravação antes do lançamento de “Darkness”, em 1978, e será exibido pelo canal a cabo HBO em 7 de outubro. Além disso, fará parte de um pacote comemorativo do álbum que abrange mais de seis horas de filme e duas horas de áudio.

No período exaustivo que antecedeu o lançamento, Springsteen escreveu 70 canções. Ele incluiu apenas as melhores no disco.

Na entrevista de uma hora, dada sobre um palco diante de uma plateia lotada e que acompanhava cada palavra sua com fascínio, o roqueiro contou: “Peguei as dez canções mais intransigentes que eu tinha.”

“Nosso jeito de fazer foi tão duro que em vários momentos achamos que estávamos fazendo errado. Mas, olhando para trás, percebo que fizemos do único jeito que sabíamos fazer”, acrescentou.

De acordo com ele, havia algo de desejo jovem e forte naquilo. “Éramos de uma cidade pequena, queríamos ser importantes, queríamos que as pessoas ouvissem nossas vozes.”

Springsteen foi incluído no “Hall da Fama do Rock and Roll” em 1999. Em 1994, ele levou um Oscar por sua canção “Streets of Philadelphia”, do filme “Filadélfia” sobre a Aids.

A expectativa é que o documentário tenha uma recepção delirante por parte das multidões de fãs de Springsteen. O público da entrevista em Toronto incluiu fãs europeus que voaram para Toronto especialmente para verem seu herói em ação.

Springsteen disse que “Darkness” foi um disco cheio de raiva, com o qual ele quis homenagear seus pais e as lutas deles, mas que também sofreu influência de alguns filmes sombrios da época, incluindo “Caminhos Perigosos” e “Taxi Driver”, de Martin Scorsese.

Apelidado por seus fãs de “The Boss”, Springsteen chegou ao palco sendo ovacionado em pé e com os fãs gritando “Bruuuuuce”. Ele e Norton estavam vestidos de modo idêntico, com jeans pretos e camisas pretas de mangas enroladas para cima.

“A gente deveria explicar quanto tempo levou pra pensar nessa roupa”, brincou Springsteen. Ele e Norton conversaram sobre suas influências, música, política, ética de trabalho intenso e paternidade.

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