Tribunal decide que "Paranoia" não copiou "Janela Indiscreta"

quarta-feira, 22 de setembro de 2010 10:55 BRT
 

LOS ANGELES (Reuters) - O diretor Steven Spielberg e seu estúdio de cinema Dreamworks foram inocentados na terça-feira de um processo em que eram acusados de violar os direitos autorais do roteiro do filme de Alfred Hitchcock "Janela Indiscreta", em sua produção de 2007 "Paranoia".

A fundação Sheldon Abend Revocable Trust, que possui os direitos autorais da obra "Janela Indiscreta" escrita por Cornell Woolrich em 1942, processou Spielberg, a Dreamworks e a distribuidora Paramount Picutres em 2008.

Advogados da fundação deixada pelo falecido produtor de Hollywood Abend alegavam que Hitchcock havia obtido o direito de transformar a história de Woolrich em seu clássico de 1954 "Janela Indiscreta". Mas a DreamWorks não recebeu tal permissão para fazer "Paranoia".

Ambos os filmes são suspenses sobre assassinato, protagonizado por um homem olhando pela janela para o vizinho.

Uma juíza federal em Nova York determinou na terça-feira que, apesar de haver semelhanças entre o livro de 1942, o filme de Hitchcock e "Paranoia", nenhum estava sujeito a medidas judiciais pela lei de direitos autorais dos EUA.

"Os roteiros principais são semelhantes apenas em um nível superficial e geral, de forma que não podem ser protegidos", disse a juíza do Tribunal Distrital de Nova York em sua decisão que rejeitou a reclamação.

"Enquanto 'Paranoia' é abundante em sub-tramas, a história original não tem nenhum. O cenário e o clima da história original são estáticos e tensos, enquanto o cenário e tom de "Paranoia" é muito mais dinâmico e temperado com humor e romance adolescente", acrescentou a juíza.

"Paranoia", que estrelava Shia LaBeouf, arrecadou 117 milhões de dólares nas bilheterias mundiais.

 
<p>Candidato &agrave; Presid&ecirc;ncia pelo PSDB, Jos&eacute; Serra, durante entrevista ao jornal "O Globo", em 10 de setembro. Serra afirmou nesta quarta-feira que a eleva&ccedil;&atilde;o do sal&aacute;rio m&iacute;nimo para 600 reais a partir do ano que vem n&atilde;o &eacute; uma promessa mas um an&uacute;ncio feito pelo candidato caso seja eleito. 10/09/2010 REUTERS/Sergio Moraes</p>