September 29, 2010 / 3:26 PM / 7 years ago

Jerry Lee Lewis completa 75 anos, aparentemente atônito

4 Min, DE LEITURA

<p>Jerry Lee Lewis participa de entrevistas antes do programa "An Evening with Jerry Lee Lewis" no Museu Grammy em Los Angeles. "The Killer" (o matador) completa 75 anos nesta quarta-feira, dando a impress&atilde;o de que restam poucas balas em sua cartucheira. 28/09/2010Fred Prouser</p>

Por Dean Goodman

LOS ANGELES (Reuters) - Conhecido pelo apelido de "The Killer" (o matador), Jerry Lee Lewis completa 75 anos nesta quarta-feira, dando a impressão de que restam poucas balas em sua cartucheira.

Ele ainda consegue tocar "Whole Lotta Shakin' Goin' On" e "Great Balls of Fire" no piano e acaba de lançar um álbum novo com a ajuda de gente como Mick Jagger, Keith Richards, Ringo Starr, Kid Rock e Willie Nelson.

Mas uma sessão de perguntas e respostas com o mito do rock 'n' roll feita no Museu Grammy na terça-feira deixou uma sensação incômoda, porque Lewis ficou sentado ao piano, com o rosto inexpressivo, e resmungou respostas breves às perguntas de um moderador, perguntas que já tinha ouvido um milhão de vezes antes.

Como está Carl Perkins, seu colega de gravadora Sun Records? "Um grande sujeito, um amigo muito querido."

E Chuck Berry? "Incrível, fantástico."

Qual foi sua reação ao conhecer os Beatles? "Esses garotos vão ficar famosos."

Ainda toca piano em casa? "Um pouco."

Lewis está fazendo a divulgação do álbum "Mean Old Man", cuja faixa-título, escrita por Kris Kristofferson, vem gerando algumas gargalhadas. Lewis foi alguém visto como selvagem na década de 1950, e seus fãs atuais ainda gostariam de enxergá-lo assim.

Será que ele é de fato um "mean old man" (velho malvado)? "Não", ele responde, rindo. "Apenas ouvi o demo da canção e falei 'esta vai ser um sucesso'."

Ele nem sequer sabia que a canção, que tem a participação de Ronnie Wood, guitarrista dos Rolling Stones, se tornaria o título do álbum.

Lewis teve dificuldade em recordar-se dos nomes dos outros músicos convidados que contribuíram para o álbum e evitou responder adequadamente a uma pergunta longa sobre seu cover de "Roll Over Beethoven", de Chuck Berry, dizendo apenas que a inclusão da canção foi uma decisão da gravadora.

O cérebro por trás do projeto foi Phoebe Lewis, sua filha e empresária, e os produtores do disco, o baterista Jim Keltner e o herdeiro imobiliário Steve Bing.

Keltner disse que, do mesmo modo como Lewis não gosta de desperdiçar palavras, ele desperdiçou pouco tempo no estúdio. A maioria das canções foi gravada em uma só tomada, como foi o caso de "Whole Lotta Shakin' Goin' On" e "Great Balls of Fire", que Lewis tocou na terça-feira.

"Quando entramos no estúdio com Jerry Lee, ele tomou conta da gravação", disse Keltner. "Ele se sentou e tocou, nós o acompanhamos, e Deus que ajudasse os guitarristas."

Aludindo ao título do álbum anterior de Lewis com a participação de outros astros, "Last Man Standing" (último homem em pé), de 2006, Keltner descreveu o roqueiro como "o último homem em pé. Restaram três caras daquela era: Chuck, Little Richard e Jerry Lee. São poucos."

"Quando você tem esses grandes músicos originais, que criaram essas coisas, ainda vivos, e você é convidado a fazer parte da criação, ou se surge uma oportunidade para você se convidar para fazer parte, você não deixa a oportunidade passar."

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