Aos 50, Kristin Scott Thomas leva sensualidade a seus filmes

sexta-feira, 1 de outubro de 2010 16:55 BRT
 

Por Christine Kearney

NOVA YORK (Reuters) - Com 50 anos recém-completados, Kristin Scott Thomas às vezes se sente ignorada, apesar de ter conseguido evitar na tela grande as armadilhas usuais para uma atriz em idade madura, que não consegue papéis complexos.

A atriz britânica elogia o cinema e a sociedade franceses por abraçarem mulheres em idade madura, como é visto em seu novo filme francês, "Partir", que estreia nos cinemas americanos na sexta-feira e no qual ela representa uma mulher casada e reprimida que mergulha em um caso de amor que a consome.

É o tipo de papel que adere à ideia de que as mulheres, quando envelhecem, são complicadas mas ao mesmo tempo sensuais e desejáveis, disse em entrevista recente em Nova York a atriz, que vive em Paris.

"Virei uma mulher invisível de 50 anos", disse Scott Thomas. "Mas acho que o cinema francês não tem problema nenhum com a idade. Os franceses gostam de assistir, contar e assistir a histórias sobre mulheres de minha idade."

Scott Thomas disse que tinha esquecido que seria preciso fazer muitas cenas de sexo em "Partir", mas que a diretora Catherine Corsini a convenceu a fazê-las.

"Estou realmente satisfeita em estar falando de mulheres de minha idade que têm desejo. Elas têm vida. Não ficam apenas olhando para seus filhos com pesar e pensando 'também eu fui bonita um dia'", disse ela.

"Partir" trata de outras questões também, incluindo relacionamentos abusivos - "a violência doméstica na classe média, em famílias 'boas', é algo que sempre me chocou."

E o filme mostra que as mulheres podem ganhar confiança sexual com o tempo, algo que também agradou à atriz.   Continuação...

 
<p>Kristin Scott-Thomas no Festival de Cannes em maio. Seu filme "Partir", que estreia nos cinemas americanos na sexta-feira, ela representa uma mulher casada e reprimida que mergulha em um caso de amor que a consome. 21/05/2010 REUTERS/Eric Gaillard/Arquivo</p>