4 de Outubro de 2010 / às 15:25 / em 7 anos

Filme sobre Facebook ressalta fenômeno cultural

<p>Ator Jesse Eisenberg na estreia de "A Rede Social" em Nova York. 24/09/2010 REUTERS/Eric Thayer/Arquivo</p>

Por Alexei Oreskovic

SAN FRANCISCO (Reuters) - Um em cada dois norte-americanos já são usuários do Facebook, que, se fosse um país, hoje teria população inferior apenas às da China e da Índia, e cujo valor estimado supera os 30 bilhões de dólares -- maior que o do Starbucks.

Qual poderia ser o próximo avanço para esse site criado em uma residência universitária de Harvard, seis anos atrás? Que tal um filme de Hollywood, “A Rede Social”, que estreou nos EUA na sexta-feira e já está motivando discussões sobre possíveis Oscar?

Muitos dos detalhes do filme são contestados. Mas a própria noção de que o público mediano possa ir assistir a um filme sobre a história de uma empresa de tecnologia ressalta até que ponto o Facebook já virou parte do cenário cultural geral.

“O Facebook é mais que apenas um fenômeno ‘geek’. É uma coisa do grande público”, disse Dave McClure, ex-executivo da empresa de pagamentos online PayPal e hoje investidor em empresas de tecnologia recém-fundadas.

Maior rede social do mundo, o Facebook possibilita a seus usuários entrarem em contato online com seus amigos e conhecidos do mundo real e fazer de tudo com eles, desde compartilhar fotos de bebês e notícias pessoais até jogar versões eletrônicas de Palavras Cruzadas.

Avós, políticos e roqueiros estão entre os mais de 500 milhões de usuários do serviço em todo o mundo, que ajudaram o Facebook a ultrapassar o Google como o site no qual os norte-americanos passam mais tempo todos os meses.

O Facebook atende à necessidade básica que as pessoas têm de se comunicar, disse David Weinberger, pesquisador do Centro Berkman de Internet e Sociedade da Universidade Harvard.

“Os humanos somos uma espécie naturalmente sociável”, disse Weinberger. “Nós nos reunimos em sites de relacionamento social como se isso fosse natural, porque é natural.”

Sob a direção de Mark Zuckerberg, o co-fundador de 26 anos do Facebook, a empresa passou de serviço disponível apenas a estudantes universitários a uma grande empresa na Internet, tendo superado uma série de questões complexas de privacidade ao longo de sua trajetória.

Analistas da Internet dizem que ela se tornou tão grande e tão popular que já representa uma ameaça financeira a empresas consolidadas na Internet, como Google e Yahoo.

Paul Thiel, membro do conselho de direção do Facebook, disse que a empresa, que ainda é uma companhia limitada, não vai começar a vender ações ao público antes de 2012. Mas já existe um mercado dinâmico de ações particulares do Facebook, e a empresa é avaliada em mais de 30 bilhões de dólares, segundo negociações recentes no Sharespost, um mercado secundário desse tipo.

Thiel acha que o novo filme - que ele afirma conter “muitas imprecisões e pequenas mentiras e distorções” - vai, mesmo assim, intensificar a influência do Facebook.

“O filme vai incentivar americanos jovens a se mudarem para o Vale do Silício e tentarem criar novas empresas. Portanto, acho que vai fazer mais bem do que mal”, disse ele.

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